Alagoas: Vilela esquece das políticas sociais, diz Lessa

Pededistas fez críticas ásperas ao governador alagoano durante sabatina na Federação do Comércio do Estado

Agência Estado |

O candidato do PDT ao governo de Alagoas, Ronaldo Lessa, fez críticas ásperas ao governador do Estado, Teotônio Vilela Filho (PSDB), candidato à reeleição. "Ele não sabe o que é gente, só o que é dinheiro", afirmou nesta sexta-feira, durante sabatina da Federação do Comércio de Alagoas.

Lessa aproveitou as perguntas para apresentar algumas de suas propostas e disparar críticas à gestão de Vilela.  "O governador só pensa na área econômica, mas esquece das políticas públicas sociais", afirmou Lessa. Para ele, o governo do PSDB não valoriza a educação, não respeita o funcionalismo público e é negligente na área da segurança pública. Caso eleito, Lessa prometeu realizar mais concursos e construir escolas profissionalizantes para prover cursos de nível técnico e qualificar o trabalhador.

"Não adianta dizer ao Téo (Teotônio Vilela) que o Estado funciona com servidores públicos e que a população pobre precisa de assistência do Estado. Ele é da elite e governa para a burguesia e para a aristocracia", continuou. "Tanto não gosta de gente que colocou o Estado nas mãos da iniciativa privada, do setor sucroacooleiro. A irmã dele foi comandar a Secretaria da Fazenda, e o Mário Jorge, aquele que fez o acordo dos usineiros, foi para a Procuradoria Geral do Estado", acrescentou, referindo-se a Mário Jorge Uchoa, procurador-geral do Estado. Com relação a Fernanda Vilela, irmã do governador, deixou a secretaria da Fazenda em setembro de 2009, quando assumiu a pasta o atual secretário Maurício Toledo.

Lessa duvidou do número de empresas - mais de 40 - que o governo estadual teria atraído nos últimos três anos. "Não vejo essa quantidade enorme de empresas que o governador disse ter trazido para Alagoas. Se isso fosse verdade, o Estado não precisaria se preocupar com os desempregados", questionou o ex-governador.

Quando o representante da Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio) fez referência à revolução tecnológica e a modernização das usinas de cana-de-açúcar e álcool do Estado, que podem desempregar, em curto prazo, mais de 75 mil pessoas, Lessa perguntou como o Estado iria cuidar dessa massa de desempregados. "Quero saber onde o governo do Estado vai colocar tanta gente. Manda para as empresas que o Teotônio", ironizou Lessa.

Críticas e propostas
Para o ex-governador, que nas eleições de 2006 apoiou a candidatura de Vilela, o ex-aliado perdeu a luta contra a violência no Estado. Lessa condenou a forma como o governo do Estado vem combatendo à criminalidade. Segundo o candidato do PDT, a área da segurança pública é o "calcanhar de Aquiles do governador Téo Vilela".

De acordo com Lessa, a educação é a outra área desprezada pelo governo. "Não se faz segurança sem mão-de-obra, sem policiais civis e militares motivados em coibir a violência. Não adianta ter viaturas, armas, metralhadoras sem o policial para operá-los", criticou Lessa.

Questionado sobre o que fazer para combater o desemprego e as desigualdades sociais, Lessa disse que investiria mais em educação, assistência social e na criação de empregos e renda. "Além disto, vamos investir no setor da agricultura familiar. O desenvolvimento econômico tem que acontecer, e o Estado precisa ser um articulador, buscando parcerias com os diversos segmentos e empresários para encontrar formas de qualificar mão-de-obra, gerar emprego e renda", resumiu.

Para tornar essas propostas viáveis, o ex-governador disse que será necessário investir no ensino profissionalizante, na utilização da mão de obra local, na distribuição de sementes e assistência técnica aos pequenos produtores rurais, na assistência aos desempregados e na realização de concurso público.

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