Alagoas encerra hoje campanha marcada por denuncismo e ataques

Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT) disputam segunda etapa da corrida estadual

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

A corrida estadual de Alagoas termina neste domingo, pondo fim a uma campanha marcada pelo denuncismo e por ataques trocados entre os candidatos. A disputa contou nomes de peso: Teotonio Vilela Filho (PSDB), Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor de Mello (PTB), este último eliminado ainda no primeiro turno.

Na segunda etapa da eleição, o ex-presidente e hoje senador declarou apoio a Lessa, que foi, durante toda a campanha, o principal adversário de seu ex-aliado Vilela. Foi com apoio de Lessa que o tucano se elegeu governador em 2006. 

O candidato que vencer a disputa neste domingo terá o desafio de tirar Alagoas do topo da lista de Estados com pior o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Vilela, que em todas as pesquisas de intenções de votos aparecia sempre na terceira colocação, conseguiu reverter os números e chegou ao segundo turno depois de ter conquistado 534.962 votos, ou seja, 39,58% dos votos válidos. Ele terminou em 1º lugar. Lessa continuou no patamar onde sempre apareceu: segundo lugar. O pedetista obteve 394.155 votos, ou 29,16% dos eleitores alagoanos.

No segundo turno, os dois candidatos elevaram o tom dos ataques. Vilela foi acusado por Lessa de envolvimento na Operação Navalha, desencadeada pela Polícia Federal em 2007. Na época, a PF desmontou um esquema de fraude em licitações de obras públicas. Lessa também acusou o seu ex-aliado de ter devolvido recursos federais para a construção de 29 escolas, de não ter "valorizado o servidor público" e não ter investido em ações para reprimir a violência.

Já Vilela acusou o antecessor de ter deixado um "rombo" de cerca de R$ 480 milhões nos cofres do Estado e afirmou que o rival teria supostamente se apropriado de R$ 39,1 milhões em dinheiro de consignações dos servidores públicos.

O tucano também disse que o adversário deve responder a 54 processos na Justiça – o que foi negado por Lessa -, e usou, em vários programas eleitorais, as informações contidas no processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Federal contra o pedetista. Nessa ação, Lessa é acusado de desvio de recursos federais repassados para a Secretaria Estadual de Educação pelo MEC.

Apoios

Para ganhar força na corrida, os dois candidatos recorreram a cabos eleitorais de luxo. Ronaldo Lessa colou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que fez várias gravações para o o candidato. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT) também gravou mensagens de apoio à candidatura de Lessa. Além deles, o ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi esteve em Alagoas, assim como o senador Renan Calheiros (PMDB). Por último, a campanha de Lessa ganhou o apoio de Collor.

Vilela, por sua vez, teve o endosso do presidenciável tucano José Serra , do vice Indio da Costa (DEM). O senador eleito por Minas Aécio Neves (PSDB) e o governador eleito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) reforçaram o time em busca de votos.

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