Aécio vai a São Paulo e deve encontrar Serra

Encontro ocorre em meio às discussões sobre a vice na chapa tucana. Mineiro não aceita posto e paulista está sem opções

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, e o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) devem se encontrar nesta quarta-feira em São Paulo em meio às discussões sobre quem será o vice na chapa oposicionista. O mineiro já disse que não aceita o posto e os tucanos estão com dificuldades para encontrar um substituto.

O secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), confirmou que Aécio estará na capital paulista. “Ele deve falar com Serra, mas ainda não sei o que deverão conversar”, disse Castro. Coordenador da campanha do tucano Antonio Anastasia ao governo de Minas, ele já acertou também a ida de Serra a Minas na semana que vem.

O deputado descartou qualquer possibilidade de Aécio voltar atrás em relação à candidatura ao Senado. “Chance zero. Esta história de vice está enterrada”, disse Castro.

Já o presidente do DEM, Rodrigo Maia, é um dos aliados da oposição que ainda têm esperança em ver Aécio como vice. Caso contrário, vai reivindicar para seu partido a vaga.

Segundo o secretário-geral tucano, Serra terá influência direta na escolha do seu companheiro de chapa. “Estamos cientes de que nosso candidato tem conteúdo e que será uma campanha difícil. Nós poderemos até fazer algumas sugestões, mas quem deverá definir o nome do vice é o nosso candidato a presidente”, afirmou.

Um dos mais fiéis aliados de Serra no Congresso, o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) também prefere não arriscar um nome como candidato a vice na chapa de Serra. Ele, no entanto, defende os seguintes critérios para a escolha: “Tem de agregar força política e regional. Além disso, pode surgir como solução para um problema local”.

Falta de opções

Ainda sem opções após a confirmação de que Aécio não aceita a vaga de vice, integrantes da oposição preferem não lançar nenhum nome. Contudo, nos bastidores, surgem nomes como o do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que é atualmente coordenador-geral da campanha de Serra e pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Para sair do foco, Guerra já defendeu publicamente o nome de Tasso Jereissati (PSDB-CE). No entanto, este é candidato à reeleição ao Senado. Ainda no PSDB surgiu como opção o ex-deputado e ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga. Coordenador da campanha tucana em 2002, ele, no entanto, teve desentendimentos com Serra há oito anos.

No DEM, duas opções naturais descartaram ser vice. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse à coluna Poder Online, do iG , que prefere não disputar a eleição e seguir como presidente da CNA (Confederação Nacional de Agricultura).

Líder do DEM no Senado, José Agripino (RN) é outro nome do partido que não topa ser vice. Em 2006, ele tentou sair na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), mas acabou preterido por José Jorge (DEM-PE) - atual ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

No PPS, o ex-presidente e ex-governador de Minas Gerais Itamar Franco (PPS) surge como opção. Ele, inclusive, teria o apoio de Aécio. Os tucanos, contudo, veem Itamar como “um candidato problemático que atrapalharia Serra”.

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