Aécio mostra cautela com título de "novo líder da oposição"

Ele disse acreditar que Serra irá para o segundo turno e que a vitória do tucano seria boa para o Brasil

Adriano Ceolin, enviado a Belo Horizonte |

nullFavorito para ficar em primeiro lugar na disputa pelo Senado em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) mostrou cautela ao comentar uma possível atuação como principal líder de oposição em um eventual governo Dilma Rousseff (PT). Ele disse acreditar que o presidenciável tucano José Serra irá ao segundo turno e que vitória seria boa para o Brasil.

“Ninguém se auto-intitula (líder da oposição). Eu pretendo é vencer as eleições com o Serra”, disse após votar em um colégio em Belo Horizonte.

“Para o Brasil seria muito bom e se o Serra ganhar, vai ficar muito mais fácil nós construirmos uma agenda ousada e corajosa, que toque na reforma política, que discuta a questão previdenciária, a questão tributária”, completou.

Sobre a disputa estadual, Aécio disse acreditar na vitória de Antonio Anastasia (PSDB) no primeiro turno. “A expectativa é uma vitória no primeiro turno, trabalhamos para isso, claro que temos que aguardar com muita serenidade o resultado eleitoral. Mas eu estou muito feliz”, afirmou o tucano.

Depois de votar em Belo Horizonte, Aécio viajou para Juiz de Fora (MG) para acompanhar o voto de Itamar Franco (PPS), seu companheiro de chapa na disputa do Senado. Ao contrário do tucano, o ex-presidente da República enfrenta dificuldades para se eleger. Nos últimos dias, Fernando Pimentel (PT) cresceu nas pesquisas de intenção de voto.

Em 2002, Itamar apoiou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a de José Serra (PSDB). Em seguida, ele foi convidado para ser embaixador do Brasil em Roma.

Este ano, por influência de Aécio, Itamar decidiu votar em Serra. O ex-presidente, no entanto, demonstra cautela ao falar sobre um possível governo tucano ou petista.

“Vamos aguardar primeiro a vitória dela (Dilma) ou a vitória dele (Serra). Aí depois estou pronto a dizer exatamente o que eu penso”, disse. “O senador não precisa ser amigo ou inimigo do Presidente da República. Ele tem que defender os interesses do Estado e do Brasil”, completou Itamar.

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