Adversários criticam número da campanha de Pimentel

Ex-ministro da Previdência Social do governo Lula diz que a escolha se deu para homenagear a Lei da Ficha Limpa

Agência Estado |

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O deputado federal José Pimentel (PT-CE), ex-ministro da Previdência Social, adotou como número de campanha para o Senado a sequência de primos 135. Ele diz que é uma homenagem à Lei 135, da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos.

No entanto, seus adversários não entendem assim. Isso porque o 135 também é o número da Central Disque Previdência. E, segundo os adversários de Pimentel, ele teria divulgado a sequência de forma eleitoreira em entrevistas e material publicitário.

O ex-ministro de Lula insiste que a escolha se deu a partir da Lei da Ficha Limpa. "Nós estamos prestando uma homenagem à sociedade civil organizada, que batalhou para aprovar essa lei. O número dessa lei é 135. E é exatamente por isso o nosso compromisso com a questão republicana. Já são 16 anos de atuação como deputado federal, sempre trabalhando nessa agenda", afirmou.

Pimentel disse ainda não temer a impugnação de sua candidatura por conta do que definiu como "uma coincidência". "No Brasil, nós temos do 001 ao 200, vários telefones do serviço público. Qualquer partido que tiver de número dez a 100 vai coincidir. Portanto, não tem nada a ver com isso. A nossa é uma homenagem ao Ficha Fimpa".

A Central 135 foi criada em setembro de 2007, quando Luiz Marinho ainda era titular da pasta da Previdência Social. A Central passou a ser o único canal de teleatendimento da Previdência por suspeita de envolvimento de funcionários do extinto Prev Fone com fraudes com empréstimos consignados.

Pela Central 135, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) agendam a data e horário para a realização de perícias médicas, além de solicitar aposentadoria, auxílio-doença, pensão e outros serviços. Com a alteração do mecanismo de funcionamento do sistema, as pessoas também passaram a poder também tirar dúvidas e enviar denúncias.

Disputa eleitoral
A disputa pelo Senado no Ceará está acirrada. São duas vagas e dez candidatos. De acordo com a única pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas, a Datafolha, o tucano Tasso Jereissati lidera a corrida com 59% das intenções de voto. Na disputa pela segunda cadeira, estão empatados os dois candidatos da chapa do atual governador Cid Gomes (PSB): Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), cada um com 24% das intenções de voto.

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), coordenadora de campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) no Ceará, está empenhada em derrotar o senador Tasso Jereissati, que busca a reeleição. Presidente do diretório estadual do PT no Ceará, ela tem estimulado caravanas da militância pelo interior pedindo votos contrários a Tasso.

"Não aceitem quando o eleitor disser que vai votar em apenas um de nossos candidatos. Precisamos tirar do Congresso essas pessoas que atrapalham o governo do presidente Lula. E Tasso Jereissati é o inimigo número 1 do Lula", disse Luizianne no dia em que foi anunciada a chapa de reeleição do governador Cid Gomes (PSB), da qual o PT faz parte.

Tasso afirmou que vê o resultado da pesquisa "com cautela". "Claro que a gente está feliz com a preferência, mas a gente entende que este é um momento da campanha que está iniciando. Existem outros candidatos que nós temos que respeitar", disse.

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