Acusados de crime eleitoral, servidores públicos são afastados

Motivo seria o uso de veículos oficiais do Ministério da Saúde para montar comitê do candidato Jackson Lago (PDT)

Wilson Lima, iG Maranhão |

Funcionários da Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz, cidade distante 637 km de São Luís, foram afastados de suas funções sob a acusação de terem cometido crime eleitoral. Eles teriam utilizado um veículo do programa de combate à dengue do Ministério da Saúde para instalar um comitê do candidato Jackson Lago (PDT) no Município.

A denúncia do possível crime eleitoral foi divulgada semana passada no blog do jornalista Marco Aurélio D’Eça, de São Luís. Foram publicadas imagens de um veículo do Ministério da Saúde carregando material de campanha de Lago até esse comitê, instalado em um prédio onde antes funcionava uma pizzaria. O comitê foi desfeito depois destas denúncias.

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, afirmou por meio de nota oficial que foi determinada a abertura de inquérito administrativo para realizar a "apuração rigorosa dos fatos e das consequentes responsabilidades". No entanto, o prefeito negou participação direta no episódio. "Com a experiência em nove eleições e de quatro mandatos de Deputado Federal, tenho ciência de todas as condutas vedadas aos agentes públicos no período eleitoral, intentando, em sua gestão, um estado permanente de vigilância e respeito para que não haja descumprimento da lei eleitoral e de todo o ordenamento jurídico pátrio", declarou o prefeito em nota oficial.

Essa é a segunda vez que Lago é acusado de ser beneficiado de um crime eleitoral. Na segunda-feira, o ex-governador foi advertido pela Justiça Eleitoral pela apresentação de um grupo cultural de São Luís durante a recepção do presidenciável José Serra (PSDB), em julho. Nos dois episódios, a coordenação de campanha de Lago alegou que não teve participação direta nos casos.

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