Acusações de promessas não cumpridas no Acre

Candidatos ao governo fazem debate na TV, mas preferem críticas mútuas às propostas de trabalho

Nayanne Santana, iG Acre e Rondônia |

O debate entre os candidatos ao governo do Acre ocorrido na noite de ontem foi marcado por acusações ao atual governo do Estado e o candidato à sucessão. Antônio Gouveia, o Tijolinho (PRTB), Tião Bocalom (PSDB) e Tião Viana (PT) participaram do debate promovido pela TV Gazeta, afiliada da Rede Record no Estado.

Durante uma hora e meia os candidatos puderam apresentar suas propostas aos eleitores que porventura estavam indecisos com relação ao voto. No debate o principal alvo foi Tião Viana, candidato à sucessão do governo Estadual. Viana foi questionado por Bocalom com relação a promessas da construção da BR-364 que não foi concluída.

Bocalom disse que “nos 12 anos em que o PT está à frente da gestão do Acre” a construção da rodovia não se transformou em realidade. O tucano insinuou que “houve favorecimentos” às empresas que participam da construção da obra. Bocalom também demonstrou insatisfação com relação às “regras do debate”.

“Eu só fico triste em saber que aqui ele pode fazer, inclusive, a defesa do governo do Estado, mas tudo bem. Estão aí as regras. Eu vou respeitar,” declarou. Em sua resposta, Viana afirmou que a BR é um “sonho para o povo acreano” e que foi “investimento” de trabalho dos dois últimos governadores do Acre, ambos do PT.

“Vai ser a maior festa do povo acreano, quando no próximo ano quando nós inaugurarmos essa BR, porque é tudo que as cidades isoladas sonham. Fique certo que vamos realizar o sonho da integração,” prometeu o candidato petista. Viana lamentou os ataques, que segundo ele partiram de Bocalom. E afirmou que aquele era um “espaço para discussões democráticas com respeito os adversários.”

Em determinado momento do debate, Bocalom disse que Viana e o irmão, Jorge Viana, foram a casa dele e prometeram transformar “a saúde em padrão de primeiro mundo”. Diante da afirmativa, Viana rebateu declarando que “houve um equívoco” na consideração de Bocalom. Segundo Viana, quem usou o termo “saúde de primeiro mundo foi um ex-deputado e empresário do Acre”.

“O senhor não está sendo sincero. Lamento que o senhor não seja sincero quando afirma que algum dia eu falei isso na sua casa. Isso não é verdade. O senhor não tem o hábito sequer de olhar no olho das pessoas quando debate,” afirmou Viana. Bocalom retrucou. E o debate entre os dois se transformou em palco de acusações mútuas.

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