Acre: aviões e helicópteros levarão urnas a locais isolados

Nível baixo dos rios tornou a navegação inviável em várias localidades do Estado

Agência Brasil |

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre vai utilizar três aviões e cinco helicópteros no transporte de urnas eletrônicas para locais de difícil acesso, inclusive municípios de fronteira e comunidades indígenas.

Por causa da estiagem, que este ano foi mais crítica no Estado, o nível dos rios caiu muito e em alguns a navegação ficou inviável, o que levou o TRE a ampliar o transporte aéreo das urnas. As urnas serão levadas em aviões e helicópteros a 40 locais de votação. Em outros 34, o acesso será feito por barco ou balsa.

Em 73 locais de votação, a transmissão dos dados das urnas após o encerramento da eleição será feita por satélite. Com essa tecnologia, o recebimento dos dados é quase imediato. O Acre deverá ser um dos últimos a concluir a apuração por causa do fuso horário, que deixa o Estado uma hora atrás do horário oficial de Brasília.

No domingo, o Acre vai ter dois municípios com votação em urna biométrica, que identificará os eleitores por meio da impressão digital. O sistema será utilizado em Bujari, a cerca de 30 quilômetros da capital, e em Assis Brasil, na fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia.

Outra mudança em relação à eleição anterior é o aumento de seções eleitorais no Estado, que saltaram de 1.258 para 1.457, de acordo com o TRE. O presidente do tribunal, Arquilau de Castro Melo, disse que a ampliação se deu principalmente na Zona Rural, para evitar que os eleitores tenham que se deslocar para votar.

“Percebemos que não tínhamos estrutura para receber esses eleitores. Eles acabavam vindo bancados pelos políticos. Isso facilitava a compra de votos, estávamos expondo o eleitor à manipulação”, explicou. “Dessa vez vamos ter uma eleição menos viciada”, avaliou.

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