ACM Júnior diz que cogita tentar reeleição no Senado

Herdeiro da cadeira de Antonio Carlos Magalhães no Senado, ele nega desinteresse na vida política

Aura Henrique, iG Bahia |

O senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) disse nesta quarta-feira (16) que tem interesse em disputar a reeleição ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Paulo Souto (DEM) na Bahia. O herdeiro do falecido senador Antônio Carlos Magalhães sofre grande pressão há meses por parte de democratas e tucanos, que fecharam coligação para as eleições deste ano, para que se candidate ao cargo diante de uma aparente falta de nomes eleitoralmente viáveis na disputa.

A incerteza de sua candidatura reside no fato de que Júnior tenta equacionar a missão de exercer o mandato de senador com a liderança do holding Rede Bahia de Comunicação, empresa que, entre outros negócios, retransmite o sinal da Rede Globo na Bahia. No entanto, o democrata avisou que, se tiver mesmo que optar por uma das duas carreiras, a de presidente da Rede Bahia prevalecerá.

“Não posso deixar para trás toda uma vida de trabalho e tenho que pensar direito, pois serão oito anos de mandato”, ponderou. O senador negou informações divulgadas pela imprensa de que não tem afeição pela vida política e que, por isso, sua tendência seria sair da disputa. Sobre pressões que estaria sofrendo e seu critério de avaliação para, enfim, tomar a decisão final, o senador foi taxativo: “Não posso detalhar nada disso”.

A possibilidade de candidatura de Júnior voltou à cena nesta terça-feira (15), após divulgação de diálogo entre o deputado federal ACM Neto (DEM-BA), filho do senador, e Lúcio Vieira Lima, presidente regional PMDB. Neto teria dito a Lúcio, em tom de brincadeira, que o senador César Borges (PR) enfrentará seu pai no pleito deste ano. Apontado como um dos favoritos, Borges foi aliado histórico do carlismo, mas aderiu ao PMDB para concorrer ao Senado pela chapa liderada pelo deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB). Neto e Lúcio, que é irmão de Geddel, não foram encontrados pela reportagem para comentar a veracidade do diálogo.

ACM Júnior negou também que haja um acordo entre DEM e PMDB para colocar apenas um nome de peso na disputa pelo Senado, a fim de polarizar com a chapa petista, que briga para elevar os deputados federais Lídice da Matta (PSB) e Walter Pinheiro (PT) ao posto. “O Democratas sempre manifestou o interesse de preencher as duas vagas”, garantiu. José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana, segunda maior cidade baiana, é o outro nome do DEM. O partido fez sua convenção estadual no último sábado (12), mas não fechou a questão em torno do segundo candidato.

Júnior é senador pela segunda vez, mas nunca teve seu nome testado nas urnas. Suplente em duas legislaturas, chegou ao poder sempre após vacância do posto de seu pai, o cacique da legenda na Bahia, Antônio Carlos Magalhães, de quem herdou o nome e a força política. Primeiro, em 2001, assumiu pela ocasião da renúncia de ACM, então presidente do Senado Federal, no caso de violação do painel, depois, em 2007, tomou posse após o falecimento do líder.

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