'Acéfala', Fiesp fica fora de agenda de debates eleitorais

Entidade, que já teve grande relevância e peso político, foi palco de debates e encontros públicos com presidenciáveis

Agência Estado |

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), principal entidade do empresariado paulista, sumiu do cenário eleitoral. A entidade não terá nenhum debate ou encontro público com os candidatos, não dispõe de datas para receber os presidenciáveis e nem vai entregar propostas para os concorrentes.
Por enquanto, o único projeto é a entrega de propostas depois da eleição para o presidente eleito, no dia 8 de novembro. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) já promoveram debates e encontros com os presidenciáveis.

"De todas as eleições que presenciei, nunca vi a Fiesp tão pouco engajada como agora, não há envolvimento em torno de uma candidatura presidencial", disse um destacado integrante da entidade. Para alguns empresários, isso mostra a menor relevância política da Fiesp de hoje, depois de, no passado, ter influenciado inúmeras eleições. Lembram também a força do então presidente da Fiesp, Mario Amato, que afirmou em 1989 que 800 mil empresários iriam deixar o País se Lula ganhasse a eleição.

Muitos acusam Paulo Skaf, que se licenciou da presidência da entidade para concorrer ao governo de São Paulo pelo PSB, de ter usado a Fiesp para ganho político e, agora, deixá-la "acéfala", como disse o consultor empresarial e ex-deputado federal Emerson Kapaz. "O envolvimento direto de Paulo Skaf como candidato ao governo desmobilizou a liderança da entidade, a Fiesp ficou acéfala", diz ele, que se candidatou à presidência da federação em 1992. Skaf foi substituído pelo empresário Benjamin Steinbruch, que ali trabalha apenas meio período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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