ABI quer criar comitê de observação para as eleições no Rio

Presidente da entidade diz que há indícios de que a campanha pode "desbordar para o baixo nível¿

Flavia Salme, especial para o iG no Rio de Janeiro |

Na próxima semana, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, vai propor a entidades representativas da sociedade civil organizada que seja montado um comitê observador para acompanhar as eleições no Rio de Janeiro, em outubro. O objetivo, segundo Azêdo, é “juntar esforços para garantir uma campanha ética no estado”. A idéia ainda é embrionária. Os convites devem ser feitos a partir de quarta-feira (16), dia seguinte ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

“O objetivo é saber de que modo os candidatos, os partidos, os militantes, e os meios de comunicação, estão participando da corrida eleitoral”, explica o presidente da ABI. “O importante é preservar o direito à ética e evitar, porque há indícios, que a campanha desborde para o baixo nível”, concluiu, sem mencionar os fatos que considerou suspeitos.

De acordo com o presidente da ABI, serão convidados a integrar o comitê observador a seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAC), o Clube de Engenharia, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Maurício Azêdo lembra que a ABI formou um comitê semelhante no pleito de 2006. Na ocasião, a entidade montou um curso para qualificação de jornalistas, em parceria com a Escola de Magistratura do Rio de Janeiro. Neste ano, ele explica, o curso não será ministrado.

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