À PF, contador nega envolvimento com violação de sigilo

Ademir é acusado por Atella de trabalhar como intermediário de pessoas de Brasília, Minas Gerais e interior de São Paulo

Agência Estado |

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O contador e office-boy Ademir Estevam Cabral, apontado como um dos principais personagens do escândalo de violação de sigilo de familiares do candidato a presidente José Serra (PSDB), depôs hoje na Polícia Federal (PF) de São Paulo por cerca de uma hora e negou ter qualquer participação na trama. Cabral afirmou que não entregou ao contador Antônio Carlos Atella Ferreira procurações falsas em nome de Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, filha e genro de José Serra.

"Tais documentos forjados foram apresentados por Atella na Delegacia da Receita (Federal) em Santo André (na região metropolitana de São Paulo) junto ao pedido de obtenção de cópias das declarações de Verônica e Alexandre", disse. Atella teria usado uma procuração falsa para acessar os dados da filha de Serra em 30 de setembro de 2009.

Atella acusou o colega Ademir de ter encomendado a papelada. Na versão dele, Ademir trabalharia como intermediário de pessoas de Brasília, Minas Gerais e interior de São Paulo. Segundo informações da Justiça Eleitoral, Atella teria se filiado ao PT em 2003. Além da filha e do genro de Serra, políticos tucanos tiveram suas declarações de renda acessadas indevidamente em Mauá e Santo André, ambas em São Paulo, e em Formiga (MG).

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