A cerca de uma semana da eleição, 18% não têm certeza do voto

Pesquisa Vox Populi/iG mostra que número de indecisos subiu para 7% e se soma a 11% que ainda podem mudar o voto

Alessandra Oggioni, iG São Paulo |

Pesquisa Vox Populi/ iG divulgada nesta segunda-feira mostra que 18% dos eleitores ainda não têm certeza do voto para presidente neste segundo turno. A conta inclui a fatia de 7% de indecisos - número que avançou três pontos em relação aos 4% registrados no levantamento anterior -, além de outros 11% que declararam ainda considerar a possibilidade de mudar de opinião até o dia 31 de outubro.

Nos próximos dias, os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) planejam intensificar a agenda de viagem para correr atrás dos eleitores que ainda não se decidiram. O histórico das últimas eleições, entretanto, indica uma tendência de que os indecisos se distribuam entre os candidatos seguindo uma proporção semelhante à indicada nas pesquisas que antecedem o pleito.

De acordo com o cientista político Rubens Figueiredo, é incomum que a totalidade de indecisos opte por um único candidato. A tendência já observada em outras eleições é de que os votos desse grupo se dividam proporcionalmente aos índices constatados nas pesquisas realizadas no final da campanha. Neste caso, é possível que algo em torno de 49% dos indecisos migrem para a petista, 38% votem no tucano e 6% optem pelo voto branco ou nulo – se a base for o resultado do Vox Populi -, conforme a tese levantada pelo especialista.

Em eleições anteriores, como no segundo turno presidencial de 2006, pesquisa Ibope divulgada dias antes do pleito apontava 4% de indecisos, 58% das intenções de voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 35% em Geraldo Alckmin (PSDB) e 3% de brancos e nulos. O resultado das urnas mostrou a tendência de proporcionalidade na distribuição de votos dos indecisos: Lula terminou reeleito com 60,83% dos votos válidos, o adversário tucano teve 39,17%, além de 6,03% de brancos e nulos.

Repetição do voto

De acordo com o cientista político Francisco Fonseca, da Fundação Getúlio Vargas (SP), geralmente 90% dos eleitores que já optaram por um dos dois candidatos no primeiro turno tendem a repetir o voto na segunda etapa. Os 10% restantes, no entanto, costumam mudar de posicionamento – ora influenciados pelos debates e noticiários ora pela própria campanha em si ou até pelo horário eleitoral.

No caso desta eleição, além dos votos dos indecisos, Dilma e Serra também disputam os eleitores da ex-candidata Marina Silva (PV), terceira colocada nas urnas com quase 20 milhões de votos no primeiro turno. “Boa parte dos eleitores de Marina já migrou para um dos dois candidatos. A capacidade de influência dela agora vai ser residual”, opina Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor de Ciências Políticas da Fundação Getúlio Vargas (SP).

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