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Candidato a prefeito pelo Solidariedade minimizou resultados de pesquisas, criticou gestão de Haddad e ironizou Russomanno (PRB) e João Doria (PSDB)

Candidato a prefeito de São Paulo pelo Solidariedade, Major Olímpio concedeu entrevista à TViG nesta segunda-feira (26)
Reprodução
Candidato a prefeito de São Paulo pelo Solidariedade, Major Olímpio concedeu entrevista à TViG nesta segunda-feira (26)

Candidato a prefeito de São Paulo pelo Solidariedade, o deputado federal Major Olímpio falou sobre suas propostas para a capital paulista em entrevista à TViG na tarde desta segunda-feira (26). Ele foi o quarto prefeiturável a participar da série de entrevistas realizadas pelo iG, sucedendo João Doria  (PSDB), o prefeito Fernando Haddad  (PT), e Celso Russomanno  (PRB).

Policial reformado, Major Olímpio disse que a cidade de São Paulo "precisa de um xerifão" porque "virou caso de polícia". O candidato também minimizou resultados das pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento – onde tem aparecido distante das primeiras posições –, e se disse confiante em uma ida ao segundo turno.

Ao longo de sua entrevista, o deputado federal também desferiu uma série de críticas ao governo do atual prefeito, Fernando Haddad, e ironizou também os adversários João Doria e Celso Russomanno.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Educação


Além de alfinetadas aos seus adversários na corrida eleitoral, a entrevista do candidato Major Olímpio também foi marcada por um recorrente alerta: a expectativa de que o orçamento municipal para 2017 seja até 9% menor que o atual.

Desse modo, o representante do Solidariedade pregou a "gestão responsável dos recursos" da cidade para "atacar o que é prioritário" no ensino de base em São Paulo. "Gostaríamos de galar que vamos abrir 20, 30 CEUs. Mas qual a possibilidade real disso? Vamos ter que enxugar em várias áreas. E ter muita responsabilidade com a gestão do dinheiro público", disse.

Major Olímpio também criticou a presença de "conteúdos partidários" no currículo escolar e defendeu o "resgate de valores" nas escolas. "Além da falta de estrutura nas escolas, foi se deixando os métodos de lado. A escola tem que resgatar valores como a família, o respeito às regras."

Uber


A polêmica envolvendo taxistas e uberistas também foi abordada durante a entrevista na TViG. O candidato criticou o modelo de contratação do aplicativo e defendeu a "concorrência leal" por meio da regulamentação do serviço pela Prefeitura – o que já foi feito na cidade, mas ainda assim rendeu críticas a Fernando Haddad.

"O prefeito regularizou por meio de uma canetada e o Ministério Público está apurando se houve favorecimento pessoal [de Haddad]. É preciso uma regulamentação que possa equilibras as coisas e tendo uma concorrência leal. Deixa para o cidadão escolher qual serviço ele acha que atende melhor às suas necessidades", disse o candidato.

Habitação


O representante do Solidariedade na disputa pela Prefeitura paulistana disse que a solução para a área da habitação, considerada por ele "um dos maiores desafios" da cidade, está no próprio Plano Diretor aprovado durante a gestão de Haddad, em 2014.

"O Plano Diretor fez previsão de uma nova forma de adensamento na cidade, com construções ao largo de avenidas e com o pagamento de outorga à Prefeitura", afirmou o deputado.

Ao ressaltar as dificuldades existentes para reduzir o déficit habitacional na cidade, estimado por ele em 800 mil famílias, Major Olímpio alfinetou o tucano João Doria afirmando que "não adianta dizer que 'é um gestor'" –, bravata adotada pelo candidato do PSDB. "A demanda na cidade é muito maior que a nossa capacidade", disse Olímpio.

Radares


Assim como outros adversários do atual prefeito têm feito, Major Olímpio criticou a redução da velocidade máxima permitida nas marginais Tietê e Pinheiros e contestou dados sobre a diminuição no número de acidentes apresentados pela campanha de Fernando Haddad. "Quem morre atropelado nas marginais é quem não poderia estar lá. Nós criamos a indústria da multa e precisamos reorganizar isso", afirmou.

Na semana passada, Haddad explicou ao iG que os dados sobre acidentes apresentados pela Prefeitura incluem vítimas que morreram até 30 dias após o acidente, em decorrência dele. Daí a divergência para os números que constam nos boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que computa apenas as mortes ocorridas no local do acidente.

Moradores de rua


Ao falar sobre suas propostas para a população de rua em São Paulo, Major Olímpio salientou que, caso eleito, fará jogo duro com aqueles que "atrapalham os pedestres". "Não sou truculento, sou legalista. Vamos cumprir a lei. Então se o morador de rua estiver com objetos atrapalhando a passagem de pedestres nas calçadas, vamos retirá-los. E vamos pedir ajuda da PM", esbravejou.

Veja outros trechos da entrevista de Major Olímpio:

Promessas



Considerações finais


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