Candidato à reeleição em SP, Fernando Haddad concede entrevista à TViG; assista

Prefeito de São Paulo defendeu políticas de seu mandato e prometeu ir a Brasília cobrar assinatura de contratos com a Caixa para construir moradias

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), concedeu entrevista à TViG na tarde desta quarta-feira (21) falando sobre erros e acertos de seu atual mandato na administração da capital paulista e explicando propostas para uma eventual reeleição. O petista foi o segundo a participar da série de entrevistas realizadas pelo iG. Mais cedo, o deputado federal Celso Russomanno, candidato pelo PRB, também expôs suas ideias .

Haddad exaltou os projetos que conseguiu concluir durante sua gestão, dando destaque à construção de faixas e corredores exclusivos para ônibus e à redução de acidentes atrelada à redução da velocidade permitida nas marginais Tietê e Pinheiros.

Foto: Reprodução
Candidato à releeição, prefeito Fernando Haddad (PT) concedeu entrevista à TViG na tarde desta quarta-feira (21)

Ao falar sobre as dificuldades enfrentadas em seu governo, o petista citou problemas ligados aos repasses do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obras no viário municipal e, principalmente, na construção de moradias populares.

"Se o Minha Casa Micha Vida voltar, é possível resolver 50% do déficit habitacional da cidade, que é de 300 mil moradias. Há dois anos, desde novembro de 2014, eu não consigo assinar um contrato com a Caixa [Econômica Federal]", reclamou o prefeito. "Conversei com a presidente Dilma em abril, ela tentou retomar, mas foi afastada em maio, Eu quero usar a força dos movimentos sociais de São Paulo para destravar esses projetos. Vou estar junto com eles em Brasília em novembro  para a Caixa retomar os contratos – vencendo ou não a eleição."

O prefeito disse ainda que um dos principais equívocos de seu mandato – e que não irá repetir caso seja reeleito – diz respeito à comunicação da Prefeitura.

"Acho que faltou da nossa parte explicar direito. A avaliação dos corredores exclusivos de ônibus e das ciclovias melhoraram com o passar do tempo. E com a redução da velocidade [máxima nas marginais] está acontecendo a mesma coisa. Eu deveria ser mais incisivo ao explicar essas políticas", avalia o prefeito.

Confira abaixo as respostas de Haddad para diversas áreas da administração municipal.

Educação

O prefeito Fernando Haddad ressaltou avanços na qualidade do ensino fundamental na capital paulista e negou que tenha deixado a fila de espera por vagas em creches municipais crescer durante sua gestão. "A fila chegava a 170 mil vagas, e agora é de 100 mil. Se a Prefeitura mantiver o ritmo atual, que é de abrir duas creches por semana, vamos zerar o déficit em cerca de um ano e meio", garantiu o petista.

Radares e Transporte

Uma das principais bandeiras da campanha de Haddad à reeleição, a criação de 500 quilômetros de faixas e corredores exclusivos para ônibus foi mais uma vez exaltada pelo candidato.

"Demos eficiência ao transporte, devolvendo quatro horas por semana para o trabalhador", disse o petista, que ainda defendeu restringir a atividade do aplicativo de transporte Uber em São Paulo. "Proibir é difícil e deixar livre não é conveniente. O Uber já está pagando impostos e a outorga, agora é preciso fixar um tamanho compatível com as necessidades da cidade para impedir a criação de um monopólio."

Tema sensível à campanha de Haddad, a redução de velocidade nas marginais foi defendida ferrenhamente pelo petista, que lançou mão mais uma vez sobre os números de redução de acidentes na cidade. "Estamos salvando vidas. Já foram 284 mortes a menos em 12 meses, uma redução de 37% dos acidentes nas marginais."

O prefeito também rebateu as afirmações que Russomanno havia feito mais cedo à TViG, quando o deputado federal havia contestado a redução nos índices de acidentes com base em dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

"O Russomanno tem pouco traquejo com administração pública. Os boletins de ocorrência só mostram quem morreu na hora do acidente. A Prefeitura acompanha também quem morreu 30 dias após, por decorrência do acidente.  Isso é segundo o protocolo da OMS [Organização Mundial da Saúde]", explicou.

Veja outros temas da entrevista de Haddad abaixo:

Uber x Táxi


Habitação


Moradores de rua


Promessas


Considerações finais 



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