PSB diz que prestaria contas sobre aeronave de Campos no final da campanha

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Avião, que não havia sido declarado à Justiça, caiu em Santos e matou o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas

O PSB informou, em nota, que pretendia prestar contas do jato Cessna Citation 560 XL, de prefixo PR-AFA, no final da campanha. O avião, que não havia sido declarado à Justiça Eleitoral, caiu em Santos, litoral de São Paulo, no último dia 13, e matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e outras seis pessoas.

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Márcio França: Documentos sobre avião de Campos podem ter sido destruídos no acidente

"Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final", informou o partido em nota. 

O avião, segundo o PSB, pertencia aos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira. A legenda não informou se a aeronave foi alugada ou emprestada.

O partido informou ainda que o acidente modifica a "direção partidária" e, por isso, dificulta o levantamento das informações.

Na tarde desta segunda-feira (25), o tesoureiro do PSB, Márcio França, disse que os documentos da aeronave podem ter sido destruídos no acidente. E acrescentou que Marina Silva, atual candida à Presidência pelo partido, não tem conhecimento sobre a negociação. 

Os empresários apontados como donos da aeronave são investigados pela Polícia Federal por supostas irregularidades na compra do jato.

De acordo com as investigações, o avião pertencia à AF Andrade, que está em recuperação judicial, e foi vendido aos empresários. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não tinha sido informada sobre a transação e, de acordo com a lei, o uso do patrimônio deveria ter autorização judicial. A empresa só informou a agência sobre o negócio após o acidente. 

O empresário Vieira foi alvo de uma investigação do Ministério Público em 2009 por esquema de sonegação de impposto que gerou prejuízo de R$ 100 milhões à Receita e Mello Filho é usineiro e era próximo a Campos.

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