Com 914 mil votos, Freixo descarta disputar governo e quer ser prefeito em 2016

Deputado do PSOL quer evitar repetir erros de Gabeira e manter capital político para suceder algoz Eduardo Paes, descrito por ele como "mimado", "imaturo", "prepotente" e "autoritário". Leia a entrevista ao iG

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Na campanha que considerou vitoriosa, Freixo teve apoio de artistas como Chico Buarque

Com capital eleitoral de 914 mil votos, o candidato derrotado do PSOL à Prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, considerou a votação expressiva “uma vitória política” e já faz planos para ter seu grande momento em 2016. No ano das Olimpíadas, ele pretende conquistar a cadeira de sucessão do algoz Eduardo Paes. “A grande campanha será em 2016”, disse, em entrevista ao iG .

Pouco mais de duas semanas após o pleito, ele já decidiu que não repetirá o “erro” do ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV): disputar o governo do Estado (após perder o segundo turno em 2008 para Paes, o verde foi facilmente derrotado pelo governador Sérgio Cabral em 2010 e ficou sem mandato). “Um passo em falso em 2014 poderia pôr tudo a perder.”

Luiz Mello / Agência O Dia
Freixo quer se recandidatar à Prefeitura do Rio

Freixo planeja usar seu prestígio político-eleitoral, agora como um dos principais nomes do PSOL nacional, para aumentar a bancada do partido na Assembleia Legislativa do Rio em 2014. Quer ser candidato à reeleição a deputado estadual. Ele acredita que um cargo em Brasília, como de deputado federal ou senador, o afastaria demais da cidade.

Na conversa com o iG , nesta quarta-feira, ele se referiu a Eduardo Paes como “mimado”, “imaturo”, “arrogante”, “prepotente” e “elitista”, mas reconhece que é “muito presente” na cidade. Após ser desdenhado pelo rival como “limitado” e “menino” “radical” em recente entrevista à TV Folha, disse que o prefeito é “autoritário”, não tem “cabeça política” e “precisa de leitura” e “formação política”. Também ironizou o governador Sérgio Cabral, que, diz, “não gosta de trabalhar”.

Freixo conta que não se candidatou a prefeito em Niterói, cidade onde cresceu, para não se isolar politicamente e também por temer o “efeito Santo André”, cidade paulista onde o prefeito petista Celso Daniel foi assassinado em 2002. Ameaçado de morte após presidir a CPI das Milícias - inspirou o personagem Fraga, de Tropa de Elite 2 -, Freixo tem escolta permanente e disse que temia se tornar vítima se saísse do foco na capital. Leia abaixo a entrevista do iG com Freixo.

Divulgação/Internet
O personagem deputado Diogo Fraga, de Tropa de Elite 2, foi inspirado em Freixo

iG: O sr. acaba de ter 914 mil votos como candidato do PSOL a prefeito do Rio. Em 2010, tinha sido o segundo deputado estadual mais votado em 2010, com 177.253 votos. Quais são os seus planos políticos para 2014? O sr. pretende ser candidato ao governo, ao Senado, a deputado federal ou estadual?

Freixo: O partido se consolidou, foram as eleições mais vitoriosas da História do PSOL, que é novo, de 2005. O PSOL deu um passo certo: fez vereador em Florianópolis, Campinas, São Paulo, Salvador, dois em Maceió, quatro no Rio, três em Niterói, dois em Natal, quatro em Belém, Macapá, refez dois em Porto Alegre. Importantes cidades têm presença do PSOL no parlamento. Acho que nosso projeto tem de ser 2016. (Nesse momento, a chefe da comunicação do ex-presidente da Alerj e presidente do PMDB-RJ Jorge Picciani o cumprimenta, rindo: “Agora é o Senado!”)

iG: "Agora é o Senado"?

Freixo: O grande objetivo tem de ser 2016, podemos vir para disputar com nível de organização muito maior. Fizemos essa campanha com um nível de precariedade de dar dó. Não nos preparamos. Tínhamos um bom programa e estrutura nenhuma; sem a militância estaríamos ferrados.

Agência Estado
O candidato Marcelo Freixo (PSOL) faz comício na campanha

iG: Mas e em 2016 o sr. será candidato a prefeito?

Freixo: A grande campanha será em 2016 (para prefeito do Rio). O PSOL precisa reconhecer o tamanho de suas pernas. Um passo em falso em 2014 poderia fazer tudo a perder.

iG: Gabeira teve uma grande campanha em 2008, mas não teve chance em 2010 contra Cabral, deixou a política e nem disputou as eleições em 2012. O que sr. pretende fazer para não repeti-lo no ocaso político? Por isso não pensa em concorrer ao governo?

Freixo: Governo nem pensar! Esse foi o erro que Gabeira cometeu, e saiu da política. Saiu da política, sem mandato, e ele faz falta à política do Rio. Não repetiu a campanha.

iG: O sr. é o grande nome do PSOL nacional hoje, em termos de votos?

Freixo: Acho que sim. Tem também o Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)... Mas 2016 tem de ser desenhado agora, pelo conjunto da sociedade. Dia 29 teremos uma plenária, reunindo comitês de mobilização permanentes criados pela campanha para participar dos temas da cidade. Parte vem para o PSOL, parte não, mas será para manter a militância acesa com debates sobre a cidade.

iG: A que o sr. vai concorrer em 2014?

Freixo: Não tenho a menor noção. Se venho para o governo do Estado e não ganho, fico sem mandato, o que seria muito ruim para 2016 (pela falta de exposição política). Presidência da República, nem pensar. Restam deputado federal, estadual e Senado.

Carlo Wrede / Ag. O Dia
Freixo afirmou que Sérgio Cabral "não gosta de trabalhar"

iG: O governador Sérgio Cabral não deve querer voltar ao Senado, mas é uma eleição difícil.

Freixo: Ele não gosta de trabalhar, não vai querer! Mesmo o Senado sendo moleza, para ele é muito estressante. Mas para o Senado é uma vaga só. Já tenho votação para deputado estadual ou federal; Senado é o que vamos debater, mas não é o que prefiro. Eu acho que entraria bem (na disputa), partindo de 900 mil votos na capital. Mas, se o objetivo é (disputar a Prefeitura do Rio) em 2016, talvez o melhor fosse não sair do Rio, e Brasília acaba que afasta.

iG: Então o sr. concorreria à reeleição como deputado estadual?

Freixo: É o que mais me agrada, e poderia ajudar a fazer uma bancada forte. Já ajudei a eleger um (Janira Rocha) em 2010. Acho que, se dobrar a votação, posso fazer quatro deputados, mais quatro vereadores, já fortalece a sociedade civil. O PSOL poderia ter uma chapa forte, temos novos quadros bons, perfis de qualidade.

iG: O que faltou para o sr. levar a disputa da prefeitura para o segundo turno?

Freixo: Quando aceitei concorrer, disse ao partido que não queria fazer campanha só para marcar posição, mas para disputar, e o PSOL aceitou. O programa foi feito com a sociedade civil, organizamos núcleos de movimentos sociais de cada área, com ampla participação. Fizemos uma oposição qualificada, não raivosa, apresentamos propostas. Ganhamos os debates não pela minha oratória, mas porque o que apresentamos era viável. Ninguém chega a 28% do eleitorado crítico sem tempo na TV à toa, sem grana e marketing. Não tivemos isso. Tivemos muita militância, cem comitês, 35 dos quais se reuniam todo dia, e que extrapolam o PSOL, que teve a sabedoria de conviver com isso. Foi escolha acertada, assim como Marcelo Yuka, que chamei para ser meu vice. Não é a lógica da aliança política, por tempo da TV, mas alguém identificado com os artistas, com os jovens, o que deu à juventude um sentimento de pertencimento grande, de que a campanha era deles. Tivemos um comício para 15 mil pessoas sob um dilúvio.

iG: Isso engana? Dá a impressão de que se vencerá?

Freixo:  No início da campanha eu dizia que tinha mais de 10% e que passaríamos 20% (me davam 12%), porque sentia nas ruas. Manipulam as pesquisas, isso é uma vergonha! Nosso candidato em Niterói, Flavio Serafim teve 18%, mas em nenhuma pesquisa apareceu à frente de Zveiter. É uma vergonha! Tem de ser discutido o grau de responsabilidade dos institutos de pesquisa e como interferem. Interesses privados definem o interesse público. Meu grande desejo era gerar o segundo turno. Eduardo sabia que não podia chegar ao segundo turno. Ele tinha ganhado do Gabeira por pouco. No primeiro turno, Gabeira teve 23% e nós 28%.

O Dia
Freixo e Paes se cumprimentam no debate. O prefeito foi reeleito com 65% dos votos

iG: Só que tinha o Crivella. Lembro quando após um debate o sr. comentou que “queria um Crivella para chamar de meu”.

Freixo:  Só que tinha o Crivella (na eleição de Gabeira). E mais que isso, Gabeira não enfrentou a reeleição (de Paes). Era Cesar Maia desgastado, não tinha máquina, não inaugurava obra. Gabeira tinha tempo de TV, Molon era o candidato do Cabral e o PMDB pôs Paes aos 48 minutos. Ele não tinha a campanha estruturada como agora. Gabeira teve desempenho espetacular, foi para o segundo turno e quase ganha. Perdeu por 50 mil votos. Então Eduardo sabia que não podia correr risco de ir ao segundo turno de novo. Sua estratégia, bem-sucedida, foi ganhar no primeiro. O PMDB chamou Crivella, Jandira, PDT (possíveis candidatos), tirou todas as possibilidades de segundo turno, com habilidade e mais dinheiro ainda, sem nenhum pudor.

iG: Faltou um Crivella na disputa?

Freixo: Faltou um terceiro candidato, Aspásia, Rodrigo e Otavio, juntos, chegaram a 5%, o que trouxe o segundo turno para o primeiro. Eduardo fugiu da polarização comigo; nos debates, ia para a Aspásia. Se vai para o segundo turno, não tem jeito.

iG: O que, além do poder econômico, do tempo de TV, o sr. considera que contribuiu para essa vitória significativa, com 65% dos votos, do prefeito? O que a administração Eduardo Paes tem de mais positivo?

Freixo: Ele é muito presente, diferentemente de Cabral, e faz marketing disso, tem um marketing muito forte, parte inclusive financiada com dinheiro público. Fez ainda uma propaganda muito boa, programa de TV muito bem feito, e fugiu do debate, da polarização.

iG: Além disso, que outros aspectos positivos teve a prefeitura, para ter aprovação tão elevada e votação tão expressiva?

Freixo: É uma prefeitura que tem como referência a prefeitura de Cesar Maia, a pior possível. E tem um instrumento grande de propaganda de um cenário muito promissor para o Rio com os eventos por vir.

iG: O sr. acha que ele soube capitalizar o momento positivo do Rio?

Freixo:  Acho que ele tem uma concepção de cidade perigosa. Põe o Rio à venda, em uma grande promoção, um balcão, capitalização. Ele fala isso claramente em entrevista à TV Folha. “Eu ponho tudo na conta das Olimpíadas.” Naquele vídeo pós-eleição, já sem marqueteiro, ele mostra sua arrogância, uma prepotência enorme, que é o grande perfil dele, a arrogância e a prepotência elitista. É revelador da personalidade e do governo dele.

Estefan Radovicz / Agência O Dia
Paes chamou Freixo de "limitado"; o deputado do PSOL o considera "autoritário" e "arrogante"

iG: Nessa entrevista à TV Folha, ele falou de modo depreciativo do sr., em comparação a Gabeira. "Eu não acredito... muito no potencial dele não, entendeu? Eu vejo ele (Freixo) muito limitado. O Gabeira tem história, é um cara com a cabeça aberta, sabe? Não é radical. Superou já as crises de identidade da adolescência. Esse menino (Freixo) acho que ainda não." Ficou um ressentimento das eleições?

Freixo:  Ele se mostra aí. Fiquei surpreso, como todas as pessoas – professores, artistas – com quem falei. Quem viu ficou estupefato. É uma arrogância muito grande, mostra que não aceitou muito bem as críticas feitas. Toda pessoa autoritária não permite questionamentos. Ele responde como se fossem pessoais, não políticas. Mostrou rancor, um nível de imaturidade e autoritarismo que são ruins para a vida pública. Tenho várias críticas a ele, mas no campo político, temos concepções opostas de cidade. Ele é tão autoritário que acha que o voto dos outros é contra ele, não do adversário. Chama 28%, quase 1 milhão de cariocas, de idiotas, porque não entendem a importância dele... É imaturo.

iG: Ele disse que o sr. não superou a sua crise de identidade da adolescência.

Freixo:  Ele precisa de formação política, leitura.

iG: O sr. tem relação pessoal com ele?

Freixo:  Nenhuma, nunca tive. É muito desrespeitoso, não tem limite...

iG: O prefeito fez alguns movimentos políticos logo após as eleições...

Freixo:  (interrompe) Políticos e econômicos: liberou a Delta de multa, aumentou o IPTU e liberou a passagem para os patrões da Fetranspor: é o saldo da campanha...

iG: Mas ele fez movimentos políticos também no plano nacional, testou limites e recebeu críticas do PMDB e do governo federal (lançou Cabral a vice-presidente da chapa de reeleição da presidenta Dilma Rousseff – depois voltou atrás –, e criticou a organização da Copa-2014).

Freixo:  Uma catástrofe! Não tem cabeça política. Sai das eleições e tenta se meter em outra seara. É mimado, não tem maturidade. Foi garoto do Cesar Maia, depois garoto do Serra, agora garoto do Sérgio Cabral. Quando tentou voo solo, caiu da árvore. Precisa de maturidade política.

iG: Sua campanha e votação ajudaram o PSOL a fazer quatro vereadores no Rio, atrás só do PMDB, do prefeito eleito, com 15 cadeiras, e junto do PT. O que é possível fazer em uma Câmara governista, a um governo tão forte, com apoio popular?

Freixo:  Dá para fazer muita coisa. Na Alerj, por exemplo, fazemos audiências públicas, requerimentos de informação...

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Marcelo Freixo obteve 914 mil votos na eleição

iG: O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) se elegeu vereador com a terceira maior votação. Com conhecimento profundo da cidade, após três mandatos, ele será o líder da oposição?

Freixo: São oposições distintas, caminhos diferentes de oposição. Ele tende a ser vereador que conhece muito a Casa, tem tudo para ser um vereador atuante: capacidade para ser atuante ele tem. É um quadro político, a gente pode não concordar com suas ideias, mas não vou dizer que é um quadro desqualificado.

iG: Por que o sr. não disputou a Prefeitura de Niterói, sua cidade de origem, onde tinha boas chances?

Freixo:  Esses passos têm de ser feitos com sabedoria. Saímos de uma campanha vitoriosa de deputado com 177 mil votos, com expressão enorme do eleitorado do Estado. Ficamos na dúvida entre Niterói e Rio. Fui criado em Niterói, mas minha militância sempre foi no Rio. Tinha chance grande de ganhar lá (Niterói). É um cálculo difícil, mas acho que politicamente (o resultado da campanha na capital) foi maior que se tivesse ganhado lá. Militei em direitos humanos, Segurança Pública, Educação e Saúde, sempre em atuação estadual. E a eleição do Rio tem um perfil menos municipal e mais nacional. Se disputasse e perdesse em Niterói, seria uma derrota e, ainda que ganhasse, podia me isolar politicamente.

Outro elemento importante a levar em consideração era o “efeito Santo André” (o prefeito do PT Celso Daniel foi assassinado). Vivo sob enorme quantidade de ameaças (foi presidente da CPI das Milícias, que resultou em indiciamentos e prisões). Não é uma vida qualquer. Se fosse para Niterói, saindo do foco, poderia ampliar riscos. Foi uma decisão do ponto de vista familiar. Dos pontos de vista político e de segurança pessoal, decidi disputar o Rio. O partido (PSOL) também queria o Rio.

Paulo Alvadia/O Dia
Vereador suspeito de comandar milícia, Deco foi solto pelo STF mas impedido de assumir cadeira por liminar

iG: O sr. ainda é muito ameaçado?

Freixo:  A campanha diminui a taxa de risco. Mas anda acompanhado de seguranças. Há uma equipe que está lá embaixo (diante do restaurante onde a entrevista ocorreu) e de vez em quando sobe, olha, checa se está tudo bem. (Ao sair, quatro homens à paisana o acompanharam em escolta). Mas aí o Marco Aurélio de Mello solta o Deco (vereador, que estava preso sob a acusação de comandar milícia e que ameaçou Freixo). Ele assume na Câmara de Vereadores hoje (24, mas foi barrado por liminar da Justiça). É inacreditável!

iG: O PSOL teve um bom desempenho das eleições. O PSOL ocupa o espaço que o PT ocupava há 20 anos?

Freixo:  O PSOL fez três vereadores em Niterói e quatro no Rio. Dos três em Niterói, dois foram os mais votados na cidade. O PSOL ocupou no Rio o espaço do PT na esquerda. Tivemos 115 mil votos de legenda para vereador, e o PT 20 mil, é a prova. O desafio é o PSOL hoje não ser o que o PT deixou de ser, porque o PT de antes não volta, o mundo mudou. O desafio não é pequeno. O objetivo é 2016, 2014. Precisamos segurar a euforia.

iG: O sr. teme que o partido ainda tenha uma imagem associada ao radicalismo, para alguns?

Freixo: Não foi isso o que ficou da campanha. A participação dos comitês no programa de governo e a concepção cidadã tiraram essa pecha de radical do partido.

iG: O PSOL venceu em Itaocara (pequeno município), com um ex-cortador de cana, com quem o sr. esteve reunido recentemente. Pretende ajudá-lo com dicas políticas? Ele disse esperar que o candidato de Belém vença para que não seja a única vidraça do PSOL.

Freixo:  Queria que Itaocara fosse mais perto do Rio, estar mais lá... (ri) O prefeito eleito é um ex-cortador de cana, muito correto. Vai ser pedreira, vamos ver como será a relação com o governo e a Câmara. Vai cortar cargos comissionados, que são em quantidade absurda, reduzir o salário do prefeito, que é de cerca de R$ 15 mil. Estou ajudando: a pessoa que coordenou meu programa está com ele, estou pegando as pessoas que me ajudaram e apresentando.

iG: O que é o melhor e o pior da política, para o sr.?

Freixo: Gosto da militância, sempre fui militante, há mais de 20 anos, em educação popular, conselho da comunidade, educação, sindicato dos professores. Minha vida é militância, acredito no que falo e faço. De ruim tem muita coisa: talvez o pior é ver determinadas coisas erradas e não conseguir fazer o que teria. Ver pessoas enriquecerem na vida pública e órgãos não fiscalizarem e não ter como provar. É uma angústia. É uma briga difícil, mas não reclamo da quantidade de horas que trabalho, sou muito dedicado. Sou deputado no sexto ano. Fiz duas CPIs bem feitas (Tráfico de Armas e Milícias), aprovei leis importantes e tive atuação no movimento da Saúde, professores, moradia, mobilização da juventude, que voltou a acreditar em política. Estava fazendo, antes de vir para cá, um vídeo de parabéns que a madrasta dará como presente de aniversário de um garoto de 12 anos. Ele acompanhou a campanha, os debates entrou no site. É uma responsabilidade imensa.

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