Lula: Eleitor de SP se preocupa mais com o Palmeiras do que com o mensalão

Após café com Haddad, ex-presidente minimiza impacto do julgamento na eleição municipal e faz mistério sobre quem gostaria que o PT enfrentasse em eventual segundo turno

Ricardo Galhardo - iG São Paulo |

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou neste domingo que o julgamento do mensalão tenha algum impacto na eleição municipal de São Paulo. Segundo ele, a população está mais preocupada se o Palmeiras vai cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

"O povo não está preocupado com isso (mensalão). O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair e se o Fernando Haddad vai ser eleito", disse Lula pouco depois de tomar café da manhã com o candidato petista à Prefeitura de São Paulo em hotel na região central da cidade.

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Tércio Teixeira/Futura Press
Haddad e Lula participam de café da manhã com as principais lideranças do PT em hotel na Vila Mariana, em São Paulo (SP)

Lula disse estar confiante na vitória de Haddad e afirmou que o PT nao deve escolher adversário para o segundo turno. "O Fernando tem se preparado muito. Eu sinceramente tenho um candidato de preferência pra ele enfrentar, mas nao posso falar aqui."

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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante , deu uma opinião diferente em relação ao impacto eleitoral do julgamento do mensalão. Questionado sobre o assunto, Mercadante respondeu: "É evidente que um julgamento que começa com a eleição e termina com a eleição, com o espaço (midiático) que teve, não contribui em nada (para a vitória de Haddad). Mas o PT é muito maior", disse Mercadante, que também participou do café da manhã com Lula e Haddad.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse acreditar que a população está mais procupada com os problemas locais do que com o julgamento em Brasília na hora de votar.

O próprio Haddad minimizou o impacto do julgamento em sua campanha. "Vocês (jornalistas) que me acompanharam durante 60 dias sabem que nunca fui arguido na rua sobre esse assunto. As pessoas sabem diferenciar", disse Haddad.

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