Eduardo Campos acredita em vitória do PSB no primeiro turno no Recife

Governador do Estado negou ainda que esteja ressentido com o PT pela campanha. Apoiando o candidato Geraldo Julio (PSB), Campos defende retomada de paz em capital

iG São Paulo | - Atualizada às

Confiante na vitória do seu candidato a prefeito do Recife no primeiro turno, o governador do Estado, Eduardo Campos, negou que esteja ressentido com o PT pela campanha dura realizada. Campos foi fiador da candidatura de Geraldo Julio (PSB), líder nas pesquisas e com chance de vitória no primeiro turno, segundo o Ibope.

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"Estamos com pesquisas nesse momento que indicam a nossa vitória hoje. É melhor que seja assim, porque o Recife precisa de um trabalho que comece o quanto antes", disse Campos ao acompanhar o voto de Julio. O governador disse que o momento, a partir da confirmação da vitória do PSB no Recife, é de retomada da paz política.

"De minha parte não tenho qualquer mágoa ou ressentimento. Depois da vitória devemos trabalhar para desarmar os palanques", disse. Levantamento do Ibope divulgado no sábado apontou que Julio tem 47% das intenções de voto ou 54% dos votos válidos, o suficiente para vencer a eleição já no domingo.

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Campos fez ainda uma avaliação positiva da participação do partido nas eleições deste ano. Nesta manhã, antes de votar, no bairro do Monteiro, ele afirmou acreditar que o PSB deve eleger entre 350 e 420 prefeitos em todo o País. No pleito de 2008, o partido saiu vitorioso em 306 municípios. "Nove devem ser eleitos nas capitais e Recife é umas das expectativas. PSB vai mostrar que está crescendo".

A pesquisa Datafolha, no entanto, apontou que a eleição deverá ter um segundo turno, com indefinição sobre o rival de Julio, devido ao empate técnico entre Daniel Coelho (PSDB) e Humberto Costa (PT). "A população entendeu a nossa mensagem, o que queremos para nossa cidade. Estamos muito felizes", disse Julio antes de votar.

Confiança

Resistente à versão de que os pessebistas chegarão à vitória no primeiro turno, Coelho comemorou o que chamou de clima de esperança. "Saímos do terceiro lugar, estamos sentindo que o Recife quer mudança e tenho certeza que nossa campanha não termina aqui", disse o tucano.

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Apesar de rompidos na disputa municipal, PT e PSB integram as gestões da capital e do Estado. Apesar da aliança, o clima durante os três meses da eleição foi de acirramento, inclusive com denúncias de abuso de poder político e econômico por parte do candidato petista Humberto Costa.

Durante café da manhã com correligonários, Costa disse acreditar num segundo turno, apesar da queda nas pesquisas. "Estamos confiando porque o PT é um partido de chegada. Nossa militância está nas ruas, fazendo a nossa onda vermelha. Enfrentamos nessa eleição duas máquinas", disse ele, em referência à oposição também do atual prefeito e correligionário, João da Costa, que foi impedido pelo PT nacional de concorrer à reeleição.

Relação PT e PSB

A relação entre PT e PSB no Recife não deve ficar comprometida com a eleição deste ano, que colocou os dois partidos em lados opostos. É o que acredita o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos: “A relação (pós-eleição) será a que sempre tivemos. Já disputamos eleições com o PT e depois sentamos à mesa”.

Eduardo destacou que os dois partidos estão envolvidos em projetos estaduais e nacional, minimizando o impacto do confronto do Recife. “Eu supero tudo isso. Sempre entendi que na vida é preciso ter largura para compreender os companheiros que podem sair do tom no momento de maior estresse. Também peço desculpa por ter saído do tom também algumas vezes”, declarou.

De acordo com o governador, a militância do PSB vai acompanhar a apuração dos votos no Marco Zero, a partir das 17h, tradicional reduto das vitórias petistas na cidade. “Acho que isso é mais um assoberbamento do PSB. Comemorar o que? Nós vamos para o segundo turno”, comentou Humberto Costa ao ser informado da notícia pelos repórteres.

Apesar de ter declarado que só falará sobre a relação pós-eleitoral depois da eleição, o candidato do PT, senador Humberto Costa, também restringiu o mal-estar à questão local: “Isso aqui é apenas um debate municipal e político”. Quando questionado se conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes da votação, o petista respondeu que conversarão “mais tarde”.

*com informações da Reuters e Gabriela Bezerra, especial para o iG no Recife

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