Vestibulandos repudiam agressão mas se dividem sobre PM no câmpus

Ação de policial contra estudante na universidade é criticada por candidatos da Fuvest

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

Amana Salles/Fotoarena
Guilherme Nishio não está na USP ainda, mas já quer a saída do reitor João Grandino Rodas
Os candidatos que prestam a segunda fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP) comentaram hoje na chegada para a prova, na cidade universitária, na zona oeste da capital paulista, o vídeo que mostra a agressão a um estudante por um policial , ocorrida ontem. Embora todos avaliem que houve abuso de autoridade, ainda se dividem em relação à presença ou não da Polícia Militar no câmpus.

Entrevista:
“A gente estava ocupando o espaço que é nosso”, diz aluno agredido
Repercussão: Após agressão na USP, alunos panfletam contra a reitoria

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Karen, Felipe e Juliana repudiam agressão e são contra a PM na cidade universitária
Felipe Curcio, de 18 anos, candidato a uma vaga de Relações Públicas , acha que o policial foi truculento e o vídeo deu “tapa na cara da sociedade”. “Isso é para as pessoas que achavam frescura o movimento contra a repressão da PM. Agora ficou bem claro”, diz ele, que sempre foi a favor das manifestações contra polícia no câmpus.

A colega Karen Ranocchia, de 18 anos, tenta uma vaga no curso de Engenharia Química e concorda que a polícia é truculenta na cidade toda, porém acredita que na universidade, com pessoas que conhecem seus direitos, a repressão é denunciada. “Isso que aconteceu na cracolândia agora também foi um abuso”, diz.

Juliana Haami, de 18 anos, também afirmou que é a favor de tudo que foi feito pelo movimento grevista da USP, menos a invasão da reitoria (ocorrida no ano passado). “As assembléias e discussões são legítimas, o que não pode é responder na pancadaria, afirma a candidata a Relações Públicas.

Mais engajado ainda estava o candidato a uma vaga de Ciências Sociais Guilherme Nishio, de 19 anos. Para demonstrar sua posição, foi fazer a prova com uma camiseta com os dizeres "Fora Rodas" (o reitor João Grandino Rodas). Ele contou que acompanha o movimento grevista da USP pelo Twitter e Facebook a apóia os estudantes.

Agressão: Vídeo mostra policial batendo e ameaçando estudante na USP

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Leonardo diz que PM tem que cumprir seu papel de garantir a segurança
Outro grupo, embora também revoltado com o vídeo, se mantém a favor da presença da polícia militar na cidade universitária. Jéssica Cabrera, de 17 anos, disse que é ruim para a imagem da universidade toda a confusão”. “Pelo que eu vi no vídeo, o policial abusou, mas a segurança é necessária. Não dá para deixar a universidade, que é um pedaço da cidade, sem policiamento”, opina a estudante, que quer entrar na USP em Economia .

Leonardo Costa Souza, de 17 anos, que tenta uma vaga em Jornalismo , foi o mais enfático em relação ao abuso do policial. “Achei absurda a atitude, aquele policial não representou o Estado. Esse tipo de profissional desmoraliza a corporação e eu repudio um ato que remete aos piores tempos da ditadura”. No entanto, ele se mantém a favor da presença da polícia na universidade. “Sou contra o ato do vídeo, e exceção ou regra, aquilo não deve ocorrer. Porém, a presença da PM cumprindo o papel de segurança que lhe compete e não de violência é essencial”, diz.







Veja vídeos da agressão a estudante na USP:

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