Unicamp aplica prova longa e analítica

Candidatos afirmam que questões exigiram bastante interpretação de texto e análise para serem respondidas

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

A primeira prova da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) exigiu bastante interpretação de texto e capacidade de análise dos estudantes. Passada uma hora do horário mínimo de permanência (15h30, duas horas e meia após o início da prova), cerca de cinquenta candidatos haviam deixado a Unip Paraíso, em São Paulo.

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Veja:
Caderno de prova do primeiro dia da 2ª fase da Unicamp 2012

Para Julia Lira, 17 anos, a prova estava cansativa: “Tinha muito texto e muita coisa para escrever. Todas as questões tinham itens a e b”. Neste domingo, a Unicamp aplicou uma prova com 24 questões dissertativas de português, literatura e matemática a 14.888 candidatos. Dos 16.665 aprovados para a segunda fase, 1.777 não compareceram aos locais de prova, uma abstenção de 10,7%. No ano passado, o índice ficou em 8%.

Amana Salles/Fotoarena
Julia Lira achou a prova "cansativa": "Tinha muito texto e muita coisa para escrever"
Das nove obras literárias de leitura obrigatória , apenas “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, e "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, não foram cobradas. “Adorei que caiu Vinicius de Moraes, meu poeta favorito”, comenta Marina Moreno, de 19 anos, candidata a uma vaga em Gestão Pública. Para a candidata a prova exigia muita análise, mas, em compensação, as questões de matemática não cobraram fórmulas e podiam ser respondidas “com lógica”.

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Elisa Mendes, de 17 anos, vestibulanda de Artes Cênicas, achou que a prova estava mais fácil que a da segunda fase da Fuvest. “A Unicamp é mais objetiva, você sabe claramente a qual conteúdo a pergunta se refere.”

A treineira Julia Veronese, de 16 anos, achou a prova tranqüila, porém longa. “Deixei alguma em branco, porque ainda não tinham visto o conteúdo. Espero ir melhor no ano que vem”, comenta a futura vestibulanda de Medicina.

Celulares

A proibição da entrada em sala de prova de aparelhos celulares , mesmo que desligados, não causou problemas, mas foi criticada pelos candidatos. “Não precisava disso. É só fazer como o Enem, que dá um saquinho para os candidatos colocarem o celular sem bateria”, reclama Jonathan Menatto, de 17 anos.

“O instrutor avisou em minha sala que não podia estar com o celular, mas não teve revista. Acho que tanto faz trazer ou não aparelho”, conta Renata Sakai, de 17 anos, candidata a uma vaga em Pedagogia.

Na terça-feira, os candidatos prestam prova de Ciências Humanas e Artes (18 questões) e de Língua Inglesa (6 questões). Na quarta, último dia da segunda fase, será aplicada uma prova de Ciências da Natureza, com 24 questões.

Veja imagens do primeiro dia da segunda fase do vestibular Unicamp 2012 :



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