Proibição de celulares surpreende no vestibular Unicamp 2012

Candidatos não podem entrar nas salas de prova com o aparelho. Cerca de 61,5 mil fazem prova neste domingo

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

A primeira fase do vestibular 2012 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acontece neste domingo em 22 cidades do País e com 61.500 candidatos inscritos. Neste ano, o vestibular tem uma nova e polêmica regra: é proibido entrar nas salas de aula portando celular (mesmo desligado). A proibição surpreendeu alguns estudantes que chegam para prestar a prova na Unip da Água Branca, em São Paulo, mas não preocupa a maioria. 

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Gabriel Batista, de 17 anos, quer ingressar em Engenharia e considerou a regra “descabida”. “Eles não vão olhar no bolso de todo mundo, não vão barrar. Não tem como vir sem celular. É mais uma regra idiota”, disse o estudante do Colégio Rio Branco.

Talita Nishi, 19 anos, vestibulanda de Medicina, presta a prova pela segunda vez e considera a regra importante, mas “inútil”. Ela trouxe o aparelho e diz que irá entrar com ele na sala. “Talvez eles revistem, o que eu acho invasivo. A gente tem que ter uma comunicação com os pais. Acho que fizeram isso, por conta do que aconteceu com o Enem”. No Exame Nacional do Ensino Médio jornalistas-candidatos usaram o celular no banheiro nas duas últimas edições para revelar o tema da redação .

Apesar de alguns desacreditarem na fiscalização, outros preferem não se arriscar, como Marcella Malena Vieira Alves, de 17 anos, vestibulanda de Geologia, que irá usar o orelhão para falar com os pais após o término da prova. “Achei um absurdo. Moro longe, em Guarulhos, e dependo dos meus pais”, comenta. A amiga Paula Gomes dos Santos, de 17 anos, vestibulanda de Odonto, faz coro a amiga: “Tirar a bateria já seria suficiente”.

Para não correr o risco de ser eliminada, Gabriela Tibucio Gabriel, 18 anos, ligou para o cunhado vir buscar seu celular. “Não sabia que não podia, mas achei a regra justa, porque assim evita desconcentrações”, disse a vestibulanda de Química. Cinthia Ribeiro, 19 anos, tenta pela terceira vez passar em Medicina. Ela não sabia da regra e viu o aviso em um cartaz em frente à Unip. “Vou dar o aparelho para o namorado de uma amiga.”

Nesta primeira fase, os candidatos realizam uma prova dividida em duas partes: a redação, em que o candidato será solicitado a produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória, e a parte de conhecimentos gerais, com 48 questões de múltipla escolha, baseadas nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio. O tempo máximo de prova na primeira fase é de cinco horas e o mínimo de três horas e trinta minutos.

São oferecidas 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

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