Professores elogiam prova do segundo dia da Fuvest

Docentes do cursinho Objetivo analisam todas as disciplinas e destacam a clareza e a boa elaboração da prova interdisciplinar

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Para os professores do cursinho pré-vestibular Objetivo, a prova do segundo dia da segunda fase da Fuvest 2012 foi clara, bem elaborada e sem erros que prejudicassem os candidatos. As questões tiveram grau de dificuldade fácil para médio e a interdisciplinaridade funcionou bem na maior parte das 16 questões dissertativas.

Veja também: Caderno de prova do segundo dia da 2ª fase da Fuvest 2012

As questões de geografia exigiram interpretação de mapas e conhecimento de temas recentes, como a Primavera Árabe e o novo país africano Sudão do Sul . “A Fuvest sempre pede fatos do ano na segunda fase”, aponta Vera Lucia da Costa Antunes, professora de geografia do cursinho. A questão que relacionava geografia com a obra dos escritores Jorge Amado e João Guimarães Rosa foi vista pela professora como “muito bonita” um bom caso de interdisciplinaridade.

Matemática teve uma questão fácil e outra um pouco mais difícil, na avaliação do professor Gregório Krikorian do Objetivo. As duas, no entanto, tratavam de assuntos muito familiares aos estudantes: progressão aritmética (a mais fácil) e função de primeiro grau, com gráfico. “Não houve originalidade”, comenta Krikorian.

Faltou criatividade também na área de Biologia, que abordou a fotossínteses em três questões e o ciclo do carbono, tema bastante trabalhado no ensino médio, em uma. “Foi o ano da fotossíntese na a Fuvest. Como praticamente não caiu botânica na primeira fase, resolveram descontar”, avalia o Constantino Carnelos. Para o professor, Biologia estava “bem mais fácil e básico” que no ano passado.

Em História, o professor Vinicius Carneiro de Albuquerque observa que a prova trouxe um tema que faz aniversário neste ano, o movimento modernista brasileiro de 1922, em uma questão que cobrava conteúdo de História da Arte. “A Fuvest gosta de abordar assuntos que serão lembrados ao longo do ano”, destaca. A outra questão, sobre mercantilismo e balança comercial, exigia ferramentas teóricas mais complexas para resolução, mas também era um tema clássico. “A prova teve um bom nível de inteligência”, avalia Albuquerque.

As questões de Química estavam bastante conceituais, bem elaboradas, não exigiam contas e sim um bom entendimento do conteúdo, na avaliação do professor Alessandro Nery. A prova de inglês trazia dois textos curtos da revista britânica The Economist, exigia interpretação de texto e um nível médio e vocabulário. “A Fuvest quer saber se o aluno tem capacidade de interpretação e de ligar assuntos”, aponta Wellington Pimental, professor de inglês do cursinho Objetivo.

Visão geral

Celio Tasinafo, coordenador e diretor pedagógico do curso Oficina do Estudante, avaliou a prova como clássica, com temas recorrentes. “Era uma prova típica da Fuvest, com questões objetivas e dificilmente um aluno que tenha se preparado não esbarrou nos assuntos da cobrados”, afirmou. Para o professor, não houve surpresas no conteúdo e na forma de abordagem, e os alunos acabaram tendo mais tempo para responder as perguntas, porque este ano a prova teve menos questões e o mesmo período de quatro horas para resolução.

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