Professores de cursinho exaltam prova da Fuvest “mais analítica”

Para docentes especialistas em preparar para a seleção, teste foi melhor e mais adequado a proposta

iG São Paulo |

Professores de cursinhos especializados em vestibular avaliaram a prova do último dia da Fuvest como mais analítica, conceitual e madura. As de Química, Biologia e Geografia foram consideradas mais difíceis, porém bem elaboradas.

Veja prova do terceiro dia da segunda fase da Fuvest

O professor de Química do Objetivo, Alessandro Nery, afirmou que houve equilíbrio entre os assuntos e não foram pedidos muitos cálculos, “mas raciocínio”. “Era preciso estabelecer relações que o aluno bem preparado saberia”, disse.

Hamilton Bigatão, do Cursinho da Poli, parabenizou a Fuvest por ter chegado a uma prova ainda melhor desde o novo formato com perguntas específicas no último dia. “No ano passado, as perguntas eram boas, mas o tempo foi vilão, desta vez houve uma seleção com o rigor que cabe nesta etapa, mas com menor exigência de tempo para resolução”, diz.

O professor de Biologia do Objetivo, Constantino Carnelos, definiu a prova como muito bem feita e um pouco mais difícil. “Ela diferenciava quem sabe e não sabe e facilitava a correção pois só existia uma resposta correta.”

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Em Geografia, a professora Vera Lucia da Costa Antunes afirmou que o teste foi inteligente e criativo. “A maioria das questões tinham contexto socioeconômico e uma foi de quadro natural. É a clássica da Fuvest, porém um pouco mais difícil por pedir análises com mais conexões”.

A mesma opinião tem o professor de História, Vinicius Carneiro de Albuquerque. “Foi mais trabalhosa. Exigiu capacidade de análise. Misturou épocas para tratar de mais acontecimentos em poucas questões.”

Matemática se repete

A prova de matemática foi exatamente no mesmo nível para alguns professores. Gregório Krikorian, do Objetivo, disse que era o esperado. “Se eu gravasse um comentário no ano passado, vocês poderiam passar, está o mesmo nível e estilo”, afirmou.

Alessandro da Silva de Menezes, do Cursinho da Poli, também achou. “A prova de Matemática da Fuvest é bem tradicional. O lado bom é que não há surpresas. Quem estuda por edições anteriores consegue fazer uma boa prova”, afirma. Ele aponta um erro em uma questão que fala em uma pirâmide de base quadrada e coloca a nomenclatura errada na figura. “Era possível chegar a resolução, mas poderia causar confusão.”

Em Física, o professor do Cursinho CPV, Ricardo Meca, disse que também foram mantidas as características, mas a prova estava um pouco mais fácil. “Exigiu contas simples e temas do cotidiano”, disse.

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