Fuvest reúne vestibulandos amadores e profissionais

Alguns candidatos conhecem bem a prova e outros mal sabem o que será cobrado; 1ª fase acontece neste domingo

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

Na entrada para a primeira fase do maior vestibular do País, se encontram estudantes que pouco sabem da prova e outros que já prestaram várias vezes a Fuvest e conhecem bem o exame. Angélica Rocha Perullo, 16 anos, estudante de escola pública que vai prestar pela primeira vez veio com os pais e chegou duas horas antes da abertura dos portões, mas sabe pouco do que a espera. “Estou apostando na redação”, disse, apesar da primeira fase da Fuvest ter apenas 90 questões de múltipla escolha. Candidata a uma vaga em jornalismo, ela diz que a USP é prioridade, mas ainda não atinge a nota de corte nos simulados. 

Veja também: Caderno de prova e gabaritos da Fuvest 2012

No mesmo gramado, em frente a Escola Politécnica, onde Angélica espera com a família, os colegas Kamiran Fernandes, de 18 anos , André Tortas, de 19 anos, e Marcela Jovelli, de 20 anos, conversam sobre detalhes que diferenciam a Fuvest dos vestibulares da Unicamp, Unesp, Unifesp, do Enem, entre outros.

A mais experiente é Marcela, que este ano já prestou cinco vestibulares e ainda vai prestar outros quatro no terceiro ano de tentativa de conseguir uma vaga em Medicina. “Eu já tenho uma estratégia, faço primeiro o que tenho facilidade e depois volto no que me garanto menos”, conta.

A diretora-executiva da Fuvest, Maria Teresa Braga Rocco, disse que infelizmente sempre há candidatos que chegam ao local de prova despreparados, sem saber sequer quais são os livros exigidos na prova. “Eu não acho que o vestibular está mais difícil este ano. Sempre vai ser difícil para quem não estuda e fácil para quem estudou”.

Amana Salles/Fotoarena
A candidata Marcela, sentada entre os amigos, conhecem bem a prova da Fuvest. Este é o 3ª ano de tentativa de passar em Medicina
Neste domingo, são esperados mais 146 mil candidatos nos locais de prova da Fuvest. Esta edição seleciona estudantes para 10.852 vagas na USP e 100 na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e tem 18 mil treineiros inscritos. A prova será composta de 90 questões de múltipla escolha sobre todas as disciplinas do ensino médio e terá cinco horas de duração.

PM na USP

Também é assunto entre os vestibulandos, muitos que conhecem a cidade universitária pela primeira vez, os recentes conflitos entre os alunos da USP, a reitoria e a Polícia Militar, que desde setembro faz a segurança do câmpus.

Moisés Lopes Sroes, 18 anos, que veio de Bueno Brandão, interior de São Paulo, tentar uma vaga em Medicina, diz que os manifestantes são minoria. Ele acredita que a maior parte dos estudantes não quer a greve e prefere estudar. “Apesar disso, a USP é a melhor universidade e é minha primeira opção”, diz.

Os pais de Moisés, Juliana e Salvador Sroes, são ainda mais críticos em relação ao movimento estudantil. “Isso é um bando de vândalos, que acha que tem direito a tudo e quer aparecer”, opina a mãe. “Faltou pulso forte”, arremata o pai.

Sheila Felix Martins, de 18 anos, vai tentar pela primeira vez jornalismo e também é contra aas manifestações. “Eu estudo, trabalho e faço cursinho. Se eu passasse, ia querer estudar e não perder tempo com isso.”

O treineiro Guilherme Gorgulho, de 16 anos, achou interessante o material distribuído pelos grevistas em frente à Poli. “Acho importante conhecer os dois lados. Sei muito pouco sobre este assunto, vou me informar melhor para formar uma opinião sobre o assunto”, afirma.

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