Candidatos na 2ª fase da Fuvest estudam até o último minuto

Maioria trocou festas de Natal e Ano Novo por estudos; cerca de 31 mil fazem a prova neste domingo

Cinthia Rodrigues e Luísa Pécora, iG São Paulo |

O ano de 2012 já começa com cansaço e pressão para a maioria dos 31 mil candidatos que fazem, neste domingo, a primeira de três provas da segunda fase da Fuvest, o vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais concorridos do País. Poucos descansaram nas festas de Natal e Ano Novo e alguns estavam com apostilas até nos locais onde começaram os exames, às 13h .

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Amana Salles/Fotoarena
Sandro da Paixão Coelho, 26 anos, faz o primeiro vestibular para Geografia. Ele é operador de supermercado

Nicolle Orlandi Poluboiarinov, de 18 anos, deixou de ir à praia com a família para estudar todos os dias. “Fiquei com a minha avó e, mesmo assim, ainda não sei se foi o suficiente”, diz ela, candidata a uma vaga no curso de Turismo.

Candidato à Engenharia, Mario Jorge Velarde Filho, também de 18 anos, se matriculou em um cursinho entre o Natal e a semana passada. “Estudei até mais do que antes já que tive um pouco mais de tempo”, conta ele. Já a candidata a uma vaga na Medicina, Carolina Quitete Barreto, de 17 anos, diz que a estratégia foi estudar das 8h às 21h, todo o dia. “Só no Natal que eu estudei só à tarde”, explica. O pai dela, Carlos Henrique Maciel Barreto, confirma o intensivo em casa. “A gente sabe que Medicina é um curso complicado e ela se esforçou tudo o que foi possível”, disse ele.

No ano passado, não passei nem da primeira fase. Neste ano, tive insônia e estou me pressionando muito pois não consigo me imaginar fazendo cursinho por mais um ano”

Os candidatos que já foram aprovados na primeira fase, em que a concorrência era maior, temem perder por pouco a vaga que agora está próxima. Nas carreiras mais concorridas, eram cerca de 50 candidatos por vaga na inscrição. Agora, são três candidatos por vaga.

Élder Medeiros França, de 19 anos, levou uma apostila para a Faculdade de Educação da USP, onde presta a prova: “No ano passado, não passei nem da primeira fase. Neste ano, tive insônia e estou me pressionando muito pois não consigo me imaginar fazendo cursinho por mais um ano”, diz ele, que tenta uma vaga em Letras.

Em frente ao campus Villa-Lobos da Universidade de Mogi das Cruzes, na Vila Leopoldina, em São Paulo, quatro amigos dividiam duas folhas de caderno com as principais características das figuras de linguagem. “Roubei o resumo da minha namorada”, disse Bruno Conte, de 18 anos, que tenta uma vaga em Medicina pela segunda vez. “Dar uma lida ajuda porque português tem muito decoreba”.

Durante as festas, Bruno se dedicou exclusivamente aos estudos de língua portuguesa e redação, entregando vários textos para serem corrigidos pelos professores do cursinho. “Na sexta-feira, eu ainda estava tendo aula”, contou.

Dar uma lida ajuda porque português tem muito decoreba”, disse estudante enquanto fazia revisão antes da prova

Colega de cursinho, Mariana Hiromi, de 18 anos, também não abandonou os estudos durante as festas. “Levei listas de exercício de física para a praia”, afirmou a estudante, que presta Medicina pela segunda vez.

Paula Rotenberg, de 19 anos, demonstrou surpresa com a dedicação dos amigos. “Não estudei nada. Desencanei e fui viajar, dar uma arejada”, disse a candidata a uma vaga no curso de Direito.

Descansar também foi a escolha de Sandro da Paixão Coelho, 26 anos, que faz o primeiro vestibular para Geografia. Operador de supermercado, ele estudou sozinho durante todo o ano sempre após chegar em casa, por volta das 23h.

Durante as festas de fim de ano, Sandro aproveitou os dois dias de folga para relaxar. “É bom para dar uma acalmada e não chegar muito tenso na prova”, disse o candidato, que pouco antes da prova ainda lida resumos de livros obrigatórios do vestibular. Questionado sobre o motivo que o levou a prestar a Fuvest pela primeira vez, ele respondeu, sorrindo: “Meu trabalho me faz querer melhorar”.

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