Estudantes que priorizarão a USP, se aprovados, também estão inscritos no Sistema de Seleção Unificada. Provas acabam na terça

Enquanto prestam as provas da segunda fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP) parte dos candidatos também dedicou tempo a se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que seleciona alunos para vagas em universidade públicas com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles contam que estão bem cotados e devem se matricular em instituições de ensino federais, mas abrirão mão da vaga se forem aprovados na USP.

Amana Salles/Fotoarena
Cecília Mazetto se inscreveu para Imagem e Som na Ufscar, pelo Sisu, mas dará preferência à USP se for aprovada em Audiovisual
Iago Bojczuk, 18 anos, que tenta uma vaga em Astronomia e Geofísica na USP está entre os primeiros colocados para Ciência e Tecnologia na Universidade Federal do ABC (UFABC), pelo Sisu. “Acho sacanagem segurar a vaga de alguém, porque meu sonho mesmo é fazer Astronomia, mas o calendário foi mal elaborado e não tenho escolha”, diz.

Cecília Mazetto, 19 anos, também se inscreveu no Sisu assim que o sistema foi aberto no sábado, e vem acompanhando a nota de corte. Ela está inscrita para Imagem e Som, na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Por enquanto, estou dentro da primeira chamada”, diz acrescentando que preferiria cursar Audiovisual na USP, onde presta a segunda fase até terça-feira. “Não estou segura de que vou ser aprovada na Fuvest. Ninguém está, enquanto isso, a gente tem que se inscrever em outras opções”.

Já Victor Manuel Perez Orta, 18 anos, prefere o Sisu à USP. O vestibulando gostaria de cursar Psicologia , mas achou que não seria aprovado na primeira fase na Fuvest para esta carreira e escolheu Ciências Sociais na USP. “Com o Enem, estou tentando psicologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Ufscar. Eu teria que me mudar de SP, mas é o curso que eu gostaria de fazer.”

Segunda prova difícil

A prova desta segunda-feira que reúne 16 questões de todas as disciplinas do ensino médio é considerada a mais difícil pela maioria dos candidatos. Quem tenta uma vaga nas carreiras de humanas, teme as questões de exatas. Já quem concorre a cursos nas áreas de exatas e biológicas, tem receio das questões de humanas.

Para Ednéia Araújo, 26 anos, já graduada em História pela PUC-SP e candidata ao curso de Letras , as questões de Química, Física e Biologia causam arrepio. “Eu nem cheguei a estudar. Investi no que sei e vou tentar fazer pontos nesta área”.

Carolina Quitete Barreto, 17 anos, que está na segunda fase para Medicina , acha que o mais difícil será a parte de história e geografia. “Eu não gosto dessas áreas, tanto que fiz exatamente a nota de corte (73) pelos erros em humanas”, conta.

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