Unicamp tem 33% dos calouros da rede pública

Por iG São Paulo |

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Índice já conta alunos que ingressaram pelo Profis, curso sequencial de dois anos que seleciona estudantes das escolas públicas de Campinas pelas notas do Enem

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) elevou este ano em 1,3 ponto percentual o contingente de calouros oriundos da escola pública. Das 3.320 vagas existentes na graduação, se matricularam 1.107 alunos da rede pública, o que representa 33,3% do total. Neste número já estão incluídos os 53 estudantes que ingressaram pelo Programa Interdisciplinar de Formação Superior (Profis), ação de inclusão social iniciada em 2010. No ano passado, o percentual de ingressantes com esse perfil era de 32%.

Na USP: Acesso de aluno de escola pública cresce 0,5 ponto percentual e vai a 28,5%

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Entre inscritos no vestibular da Unicamp, 28% são de escolas públicas

O índice está entre os maiores dos últimos anos, mas não chega ao recorde da universidade, obtido em 2005, de 34,2%. Já entre os inscritos, concorreram a uma vaga 17.509 alunos da rede pública, 28% do total de candidatos. O vestibular Unicamp 2013 registrou recorde de inscritos, com 67.403 candidatos.

O percentual de matriculados autodeclarados pretos, pardos e indígenas (de acordo com a classificação do IBGE) entre os ingressantes da rede pública em 2013 é de 8,3%, ou seja, 277 estudantes. O índice geral de pretos, pardos e indígenas matriculados na Unicamp em 2013 é de 14,2%: 472 estudantes.

Além do Profis, a Unicamp estimula a inclusão como Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), implantado em 2004, que bonifica os candidatos da rede pública na nota final e prevê que estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública brasileira recebam 30 pontos a mais na nota final da segunda fase. Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas também têm, além dos 30 pontos adicionais, mais dez pontos acrescidos à nota final.

Já o ProFis, que formou sua primeira turma em 2012, para ingresso em 2013, é um curso sequencial de dois anos que possibilita o ingresso, na Unicamp, de estudantes das escolas públicas de Campinas selecionados pelas notas do Enem. O programa inspirou o modelo de cotas proposto pelo governo do Estado de São Paulo para as universidades paulistas.

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