Candidatos avaliam como fácil primeira fase do vestibular 2013 da Unicamp

Para os estudantes que realizaram os exames na PUC, em São Paulo, o nível das provas estava abaixo do esperado. Especialista afirma que prova foi a mais fácil de últimos anos

André Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às

A redação não assustou e, para a grande maioria dos candidatos entrevistados pela reportagem do iG , a primeira fase do vestibular 2013 da Unicamp foi mais fácil que o esperado. Se antes da prova, o temor dos vestibulandos era com os dois textos a serem feitos para a redação, depois do exame, o alivio predominava na PUC, em São Paulo.

Leonardo Murakami tem 16 anos e prestou vestibular para Engenharia Mecânica. Achou a prova “bem elaborada e fácil”. Sobre a redação, cuja proposta era a elaboração de um resumo (sobre pessimismo) e uma carta (sobre a relação entre menores de idade e o consumo de bebidas alcoólicas), o candidato disse que “esperava que fosse mais difícil”. Ao contrário do que aconteceu no Enem que teve como tema de redação 'o movimento imigratório do Brasil no século 21', desta vez, Murakami gostou dos temas.

Leia mais: Concorrência no vestibular da Unicamp bate novo recorde 

Camila Kato, de 16 anos, que prestou vestibular na condição de treineira, também achou tranquila tanto a redação quanto as outras provas. No entanto, ela reclamou que ficou confusa, pois “não tinham especificado o mínimo de linhas a serem redigidas nas redações”.

“Mais fácil que o esperado”

Para Elias Riachi, de 18 anos, candidato a uma vaga no curso de Engenharia Civil, a prova estava “tranquila, mais fácil que o esperado”. O vestibulando achou tão fácil que fez uma previsão: “Acho até que vai subir a nota de corte”.

Seu colega, André Koji, de 18 anos, concorda com ele. “Achei mais fácil que a prova do ano passado. Foi bem abaixo do que eu esperava”. O vestibulando tenta pela segunda vez uma vaga em Ciências Econômicas.

“Diferente do Enem”

Se o tema da redação do Enem causou desconforto e pegou muitos estudantes de surpresa, os temas das redações do vestibular da Unicamp foram encarados com tranquilidade pelos candidatos entrevistados pela reportagem do iG .

“Achei que os temas estavam claros e a maneira como tínhamos que escrever os textos também estava bem explicada”, disse Gabriela Galvão, de 17 anos, que tenta uma vaga em Engenharia de Produção. Segundo ela, estava claro o que era pedido nos textos, uma carta e um resumo.

Novidade: Unicamp cria quatro novos cursos e extingue dois

Sattva Horácio, de 19 anos, quer estudar Midialogia. Para ela, o vestibular da Unicamp é o mais complicado. “Não é tão conceitual como a Fuvest”. Apesar da avaliação, afirmou que foi bem. “Tive um pouco de dificuldade em História, o que me surpreendeu, mas no geral fui bem”. Sobre a redação, disse que “adorou”. Para ela, a Unicamp não deixa muito espaço para criação. “É mais no esquema ‘faça o que eles pedem’ mesmo”, afirmou a vestibulanda. “Foi o que fiz”, completou.

Palavra de professor

De acordo com Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, esta foi a prova mais fácil para o aluno fazer desde que houve a mudança no vestibular da Unicamp em 2010. “Nos últimos dois anos havia a exigência de três textos, o que deixava o tempo apertado para o aluno terminar a prova”,disse.

Outra facilidade deste ano foi o fato de não ter surpresa entre as possibilidades textuais. “Neste ano tivemos uma carta e um resumo. O aluno que lê bem e interpreta bem pode fazer sem maiores dificuldades. Diferente do verbete pedido no ano passado, que foi a morte para os alunos”, disse.

Tanta facilidade terá um preço. Tasinafo acredita que as notas de corte da redação devem ficar mais altas que as dos outros anos. “No ano passado tivemos alunos com nota 26 na redação indo para a segunda fase de Medicina. O máximo é 48”, disse. O professor supõe que a nota de corte deste ano seja superior a 30. 

    Leia tudo sobre: vestibularunicampunicamp2013

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG