UFMG reduz bônus para alunos de escolas públicas, negros e pardos

Universidade alega que mudança é necessária para corrigir distorção em cálculo. Bônus caiu pela metade e mudança vale para 2013

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou nesta sexta-feira (4) mudança no percentual de bônus concedido em notas de candidatos que estudaram por pelo menos sete anos em escolas públicas e de alunos que declaram-se negros ou pardos. O bônus caiu pela metade nos dois casos, mas a universidade nega que haja mudança no percentual de um terço de alunos com bônus em salas de aulas.

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Na primeira etapa do vestibular de 2013, passa a valer o novo percentual de bônus. No caso dos alunos de escolas públicas, o bônus caiu de 10% para 5%. No caso dos declarados negros ou pardos caiu de 15% para 7,5%. Estes percentuais são aplicados sobre a nota final do vestibular para facilitar a entrada destes alunos. Na segunda etapa ficam mantidos os percentuais de 15% para negros e pardos e 10% para alunos de escolas públicas.

No ano de 2008, foi instituída a política de bônus e os percentuais de 10% (candidatos de escolas públicas) e 15% (negros ou pardos) foram aplicados nos vestibulares de 2009 e 2010. Nesta época, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não era utilizado para seleção. Com a adesão da UFMG ao Enem, em 2011, a aplicação do bônus sobre a nota (do Enem) gerou uma distorção, informou a assessoria de imprensa da UFMG. Para corrigir a distorção, foi aplicada uma forma matemática, polinômio.

“Esta mudança de percentuais não significa redução no número de bonistas que entram na UFMG. A mudança é necessária por causa da alteração no cálculo de transposição da nota do Enem para a UFMG, que não usará mais o polinômio. A universidade vai manter a política de bônus no mesmo patamar de 2009. Do total de aprovados no Vestibular UFMG, 30% devem continuar correspondendo aos beneficiados pelo bônus”, explicou a pró-reitora de Graduação da UFMG, Antônia Aranha. “Para quem vai fazer o vestibular na prática não mudou nada porque a política de inserção de um terço de bonistas do total de aprovados está mantida”, acrescentou.

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