Pesquinda da USP mostra que famílias de classe média não levam em conta a qualidade das escolas do bairro ao escolher onde morar

Ao escolher um lugar para morar, a classe média paulistana não leva em conta a qualidade das escolas próximas. A conclusão é de pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo.

”Esse não parece ser um fator chave na hora da decisão e por isso a dinâmica do mercado imobiliário não valoriza a qualidade da escola e sua proximidade ao imóvel”, afirma Carla Jucá Amrein, autora da pesquisa, em reportagem da Agência USP. “A decisão da escola onde o filho vai estudar parece ser feita em um segundo estágio”, completa.

Segundo ela a importância maior e daa à segurança ou à distância a centros de empregos. Pessoas de renda mais baixa, principais consumidoras do ensino público, tendem a valorizar mais a proximidade a meios de transportes coletivos, como a distância do imóvel a linhas de trem.

A autora compara a situação com os Estados Unidos e Europa, onde a proximidade de boas escolas é fator relevante na escolha da moradia. Em geral, o sistema de ensino público nos Estados Unidos e na Europa tem como regra para matrícula de um aluno que este more próximo a escola. “Mais especificamente, essas cidades são divididas em distritos escolares e, para poder ser matriculada em um determinado colégio público, a criança precisa residir ali”, explica Carla.

Em São Paulo também existe a regra de matrícula vinculada ao local de residência, mas ela é bastante flexível. Já os colégios particulares, procurados pela maior parte das famílias de classe média, não possuem essa regra de matrícula por proximidade.

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