Vale a pena ser treineiro

Alunos do segundo colegial prestam vestibular para entender como funciona e testar conhecimentos

Guilherme Pichonelli. especial para o iG |

Ainda não é pra valer, mas muitos estudantes se inscrevem no maior vestibular do Brasil mesmo antes de concluir o ensino médio. A ideia é entender como funciona. “Vim só para conhecer, por isso estou tranquilo. Acho que ano que vem vou estar bem mais nervoso”, diz Rafael Costella, de 16 anos, que pretende tentar uma vaga em matemática no próximo ano.

Para eles, mais importante do que ir bem, é conhecer a metodologia de uma prova e o tempo necessário para conseguir responder todas as questões com calma. “Foi bom ver como funciona a Fuvest, já percebi que para entrar em Direito no ano que vem vou precisar estudar bem mais. Achei a prova muito difícil, eles conseguem complicar o que eu achava que era fácil”, analisa Amanda Fernandes, de 16 anos.

Carolina Petená, de 17 anos, pretende cursar Jornalismo em 2013 e garante que vale a pena fazer a prova no segundo colegial. “É importante se avaliar antes do momento decisivo. Como treineira eu fiz o que sabia, mas achei algumas disciplinas muito complicadas, como física e matemática”.

Identificar um treineiro é fácil. Sem muita apreensão, a maioria sai com um sorriso no rosto e um olhar confiante, como quem diz “ano que vem estudo mais e consigo passar”.

“Foi fundamental fazer a prova hoje, quebrei o medo que os professores colocam na gente”, afirma Guilherme Cirelli, de 17 anos, treineiro de Humanas. “Além de ganhar experiência você se sente mais confiante para o ano que vem. O vestibular não é o monstro que achei que era”.

Somente na segunda fase da Fuvest deste ano, aproximadamente 2,4 mil treineiros fizeram a prova. Em alguns casos, os alunos prestam um curso com baixa concorrência para se garantirem na segunda fase do vestibular, como fez Duane Cartaxo, de 17 anos. “Prestei Ciências da Natureza, mas, na verdade, quero cursar Ciências Biológicas. Prestei isso este ano porque era bem mais tranquilo de passar. Queria ter a experiência de uma segunda fase, que é quando precisamos nos articular melhor”.

flavio torres
Duane Cartaxo, que no ano que vem quer Ciências Biológicas, se inscreveu em Ciências da Natureza

Se a prova for considerada fácil, o treineiro sai confiante para o próximo ano. Caso seja considerada complicada, é a chance de colocar a cabeça nos estudos e melhorar nas disciplinas que apresentam maior dificuldade.

Rafael Grunewald, de 16 anos, avalia que todos deveriam prestar a prova como treineiro. “Claro que muita coisa a gente não vai saber responder, mas a prova serviu para esclarecer coisas que estavam em branco na minha cabeça. Queria ter uma ideia certa do que é o vestibular e esclareci todas as dúvidas durante a prova”, termina o treineiro de Biológicas.

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