USP vai criar dois novos cursos a partir de 2012

Bacharelados de Ciências Biomédicas e Saúde Pública serão oferecidos no próximo vestibular

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

A Universidade de São Paulo terá dois novos cursos a partir do próximo vestibular: Ciências Biomédicas e Saúde Pública. A decisão foi aprovada nesta terça-feira, 14, em reunião do Conselho Universitário. Cada um dos dois bacharelados terá 40 vagas.

Ciências Biomédicas será ministrado em período integral e terá duração de oito semestres no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. O outro curso será oferecido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP), também em oito semestres, em período vespertino.

Segundo a pró-reitora de graduação, Telma Maria Tenório Zorn, a criação dos dois bacharelados é uma demanda antiga e já existem verbas e professores previstos para viabilizar as formações. “Não é preciso pensar muito para ver a demanda que o Brasil tem nessas áreas”, disse. O vice-reitor Helio Nogueira Cruz explica que disciplinas relacionadas aos cursos já eram ministradas para alunos visitantes, de outras unidades, mas os docentes sentiam a necessidade de ter seus próprios estudantes.

Na mesma reunião, ficou definido que o departamento de Arquitetura de Urbanismo da unidade de São Carlos, até então vinculado à Escola de Engenharia, será transformado em um instituto. O fortalecimento da área reflete a grande concorrência que o curso tem no vestibular (45 candidatos disputam uma vaga para arquitetura em 2011) . “A ideia principal é desenvolver em São Carlos a área de humanidades”, explica Telma. Atualmente, a unidade abriga mais cursos da área de exatas.

Também foi aprovada a transformação do Instituto de Relações Internacionais (IRI), criado em 2004 como instituto especializado, em uma Unidade de Ensino e Pesquisa, o que lhe garantirá maior autonomia. Já o o Departamento de Música de Ribeirão Preto, antes vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA), será transferido para Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP), naquele campus.

As mudanças aprovadas pelo Conselho Universitário se inserem dentro de diretrizes, aprovadas em setembro pela USP, que prevêem uma série de mudanças nos currículos . Entre elas, está a de fechar cursos com pouca demanda. Ao comentar o baixo desempenho de candidatos em alguns cursos com concorrência pequena na primeira fase da Fuvest (concorrentes de 14 deles tiveram que acertar apenas 22 questões de 89 para passar à próxima fase) , Telma defende que o vestibular é um recado que a sociedade dá à universidade. “Fui muito criticada por querer rever cursos de baixa demanda, mas essa relexão vem da sociedade”, diz.

Mudanças na Fuvest

A pró-reitora, ainda analisando as notas de corte da Fuvest divulgadas nesta segunda, que apresentaram queda nos resultados mesmo nos cursos de maior concorrência, disse que nada vai mudar no próximo vestibular, porque o modelo atual da Fuvest foi implementado no ano passado. Para 2013, no entanto, admite que as provas e regras podem ser modificadas e informou que essa discussão já deve começar em seguida.

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