USP terá PM aposentado na chefia da Superintendência de Segurança

Após grupos de estudantes pedirem a saída da polícia do campus por meses, universidade ganha órgão chefiado por coronel

iG São Paulo |

Após meses de protestos e polêmicas por conta da presença da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP), a instituição criou uma Superintendência de Segurança que será chefiada por um coronel aposentado. No boletim USP Destaques – produzido pela própria assessoria da instituição – o reitor, João Grandino Rodas, diz que “um professor, por sua formação”, não tem as características necessárias para assumir essa área.

O novo superintendente, Luiz de Castro Júnior, foi diretor de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos da Polícia Militar de São Paulo. De acordo com o comunicado, ao órgão cabe “planejar, implantar e manter todas as atividades de interesse comum relacionadas à segurança patrimonial e pessoal.”

No mesmo boletim ele afirma: “Não basta somente o fato da não ocorrência de delitos ou atos antissociais. Devemos reforçar a percepção e sensação de segurança da comunidade.”

No ano passado, estudantes entraram em greve após um batalhão de choque com 400 policiais retirarem 73 estudantes e funcionários que estavam ocupando ilegalmente a reitoria . A ação foi considerada desproporcional e causou uma greve de parte dos alunos. Uma pesquisa do Datafolha, no entanto, mostrou que a maioria dos estudantes eram a favor da presença da polícia militar no campus.

A Guarda Universitária tem 380 funcionários. O superintendente avisa que a parceria com a PM será estreitada. Embora o mês de março ainda não tenha acabado, a USP informou que a Secretaria de Segurança Pública já constatou uma queda de 67% nos roubos de carro e 60% nos furtos variados em relação ao mesmo mês do ano passado.

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