Faculdade cancelou aula em comunicado por falta de condições de higiene. Reitoria diz que pagou atrasos em juízo

Por conta de uma greve dos funcionários de limpeza na Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) cancelou as aulas nesta segunda-feira. Segundo os professores, com os banheiros sujos os cheiros nos corredores se tornou insuportável.

AE
Protesto na sexta-feira em frente a reitoria da Universidade de São Paulo
A direção da unidade enviou a seguinte nota aos estudantes, professores e funcionários: "Tendo em vista as precaríssimas condições de limpeza, que comprometem a garantia da qualidade de higiene, as aulas estão suspensas no dia de hoje, 11 de abril, nos períodos da tarde e da noite."

Funcionários terceirizados de limpeza entraram em greve na sexta-feira por conta de salários e benefícios atrasados. No fim da tarde de ontem, a Coordenadoria de Administração Geral (Codage) da USP se reuniu com representantes dos empregados da empresa limpadora União. Segundo comunicado "foi esclarecido que, diante do contexto atual, a Universidade somente poderia creditar em conta judicial o valor retido pela prestação de serviço, em virtude da inscrição da empresa no Cadin – Cadastro de Inadimplência do Estado".

A reitoria informou que o crédito foi feito na mesma tarde perante a 8ª Vara da Fazenda Pública. Os funcionários continuarão em greve, já que não receberam os valores.

Ainda segundo a nota, Codage "está realizando esforços para a criação de equipes avulsas de limpeza para atender às situações de maior criticidade".

De acordo com a administração da FFLCH, a reitoria teria prometido que o problema estaria solucionado para a terça-feira, ainda que fosse necessária a contratação de outra empresa terceirizada de limpeza. Com isso, a previsão é de que as aulas voltem ao normal nesta terça-feira.


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