USP recebe alerta para renovar lideranças acadêmicas

Idade avançada de acadêmicos foi um dos pontos negativos apontados em avaliação de 152 especialistas nacionais e estrangeiros

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

Pontos positivos e negativos da Universidade de São Paulo (USP) extraídos de questionários internos e de avaliação feita por 152 assessores externos – 107 brasileiros e 45 estrangeiros -
serão analisados nesta quarta-feira na instituição. Os dados são resultado de três anos de pesquisa. Entre os pontos negativos relatados pelos especialistas estão “preocupação com renovação de lideranças” e “qualidade de relacionamento entre docentes e alunos”.

Divulgação
Vice-reitor Hélio Nogueira Cruz explica que avaliação aponta pontos positivos e os que devem ser melhorados
De acordo com o vice-reitor, Hélio Nogueira Cruz, que preside a Comissão Permanente de Avaliação, a idade avançada de lideranças acadêmicas tem sido preocupação crescente, já a relação entre professores e estudantes surpreende. “Essa questão de relacionamento foi bom ter aparecido para ficarmos atentos. Já sobre a idade, precisamos de um ambiente favorável para que outras se desenvolvam. Antigamente, os estudantes ficavam por aqui, mas recentemente outras instituições tem se tornado atrativas para quem quer seguir carreira acadêmica”, disse.

Recomendações
As recomendações de especialistas voltadas para estes problemas incluem elaborar diagnósticos de indicadores de evasão, acompanhar sistematicamente egressos da graduação, fomentar integração entre graduação e pós-graduação, Incentivar atividades de pós-doutorado e premiação de docentes por resultados.

Também foram apontadas como negativas estruturas burocráticas para inovação e criação de patentes, rigidez excessiva da estrutura departamental, dificuldades de interdisciplinaridade e desarticulação de atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Pontos positivos
Em geral a avaliação dos cursos foi positiva. Foi elogiada a expressiva produção científica, o aumento significativo de vagas na graduação que ocorreu neste período e a forte correlação entre pós-graduação e pesquisa. Também foi apontado que há grupos com capacidade de captação de recursos externos.

O vice-reitor lembra que pontos que apareceram na avaliação de 2005, como a necessidade de internacionalização, receberam atenção nos últimos anos. “A própria criação de uma vice-reitoria de Relações Internacionais mostra como a instituição foca essa meta”, comentou.

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