Funcionários querem que Universidade de São Paulo arque com custo de recisão que empresa não pagou

Com a entrada para o prédio da reitoria interditada desde a semana passada, a Universidade de São Paulo (USP) decidiu na segunda-feira pagar diretamente os funcionários terceirizados de limpeza, que estão sem receber desde março. A greve, no entanto, continua nesta terça.

AE
Fila de sacos de lixo e alguns funcionários impedem trabalhos na reitoria da USP desde o dia 8
Segundo Anibal Cavali, diretor do sindicato dos trabalhadores da USP, a empresa que empregava os faxineiros, a União, demitiu os 300 funcionários que trabalhavam na universidade quando soube que a instituição a dispensaria no final do mês de abril. Ainda enquanto cumpriam aviso prévio, os empregados deixaram de receber salário e entraram em greve. 

Agora, apesar do pagamento ter sido feito, os grevistas querem receber a recisão contratual, alguns tem direitos a três férias. Enquanto isso, o bloqueio com sacos de lixo a reitoria vai continuar.

Segundo comunicado da Administração Central, a USP pagou os valores em atraso com dinheiro que seria destinado a parcela devida a empresa, caso estivesse regular. Na semana passada, em vez disso, o pagamento de outra parcela havia sido depositado na 8ª Vara da Fazenda.

"Esclareça-se que tal pagamento não pode ser feito anteriormente em razão de ordem que obrigou a USP a depositar os valores judicialmente. A Universidade, considerando a natureza de crédito alimentício dos salários, entendeu por bem utilizar os valores das faturas recentemente vencidas e efetuar os créditos, conforme folha de pagamento fornecida pela própria empresa, o que deve ser efetivado nas próximas horas", diz o comunicado.

O informe também cita que estão agendadas reuniões com a empresa e o sindicato da categoria para tratar das rescisões dos contratos de trabalho. "Há esforço conjunto para que os pagamentos se efetivem logo após o término do período de aviso prévio."

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