Turbulência política e física no mundo faz com que instituições dos EUA resgatem alunos em outros países

As faculdades americanas costumam alardear os benefícios de se estudar no exterior, enquanto expandem seus programas para os sete continentes e abrem novos campi em países estrangeiros. Mas conforme o mundo entrava em erupção política e física nas últimas semanas, administradores e alunos rapidamente descobriram a principal desvantagem de um período em outro país.

Ther New York Times
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Funcionários de faculdades locais tiveram de resgatar alunos em outros países em um curto prazo de tempo, além de lidar com telefonemas de pais frenéticos. Eles têm reavaliado programas de intercâmbio em áreas vulneráveis à revolução ou violência por conta das drogas, do Oriente Médio ao México. E cada vez mais, eles estão contratando especialistas para ajudar a identificar a próxima calamidade.

"Nós nunca tivemos nada parecido, muito menos em uma sucessão tão rápida. E eu trabalho com isso desde 1997", disse Richard Gaulton, diretor da Cornell no Exterior, escritório que supervisiona estudos internacionais pela universidade .

Muito está em jogo para as universidades que atuam em outros países: não apenas em questão de segurança, mas também em termos de sua reputação.

Muitos administradores concordam que o acompanhamento de circunstâncias que mudam rapidamente ao redor do mundo é fundamental para tomar decisões inteligentes de maneira ágil e evitar reações instintivas que podem ser prejudiciais.

Agora, a atenção está no Japão. Depois do terremoto e do tsunami, a Universidade de Princeton rapidamente entrou em contato com nove de seus estudantes e funcionários alocados no país em diversos programas, principalmente em Kyoto, cerca de 300 quilômetros ao sul dos reatores nucleares.

Na quarta-feira, funcionários de Princeton disseram que alguns decidiram deixar o país e a universidade incentivou os alunos que vivem mais perto de Tóquio a partir.

O campus da Universidade Temple em Tóquio tem 3300 estudantes de todo o mundo. A universidade disse na quinta-feira que mais de 100 de seus estudantes americanos já haviam deixado o país, e que iria arranjar voos para qualquer um dos restantes 200 que desejarem voltar para casa.

No sentido inverso, Celia Yu é uma dos quatro alunos do Hamilton College de Nova York programados para partir para o Japão no dia 28 de março. Ela sente a pressão de seus pais e amigos para ficar em casa, mas quer se formar com sua turma e retirar-se do programa agora impediria isso.

"O único problema é a radiação e isso depende de para onde o vento irá soprar", ela disse. "Estou muito preocupada, mas eu confio no meu curso. Eu acho que eles não iriam nos deixar ir se houvesse qualquer perigo".

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