Unicamp pede redação mais próxima de cotidiano do jovem

Candidatos se surpreenderam com formato que pediu textos baseados em pesquisa, site juvenil e uma opinião a partir de literatura

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Os pedidos de redação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trouxeram temas próximos ao cotidiano dos estudantes. Um dos textos devia ser um comentário em site juvenil a partir de um gráfico de pesquisa sobre valores dos jovens, outra pedia um discurso de um presidente de grêmio estudantil apresentando uma pesquisadora e o terceiro uma opinião baseada em um texto literário. Neste domingo, os candidatos prestaram provas da primeira fase do vestibular da Unicamp, que este ano trocou as 12 questões dissertativas por 48 objetivas, mais três redações. Veja a resolução das questões, realizada pelo Cursinho da Poli .

Flávio Torres
Primeiro a sair da PUC-SP no vestibular da Unicamp, Ugo achou prova difícil
Os primeiros a sair do prédio da PUC-SP, que foi um dos locais de prova em São Paulo, estavam surpresos. Cientes de que seriam três pedidos de redação, eles esperavam uma dissertação, uma narração e uma carta, como classicamente a instituição pedia na segunda fase.

“A prova estava bem gostosa de fazer”, comentou Paola Passionoto, de 20 anos. “Acho melhor fazer estes textos do que uma dissertação comum. Estava bem nervosa com a mudança, não sabia o que esperar e acho que fui bem”, comentou.

Ugo Reis Ramos, de 18 anos, que foi o primeiro a deixar o local de prova às 16h35, achou a avaliação mais complicada do que ele esperava. “Muita questão de Exatas”, reclamou.

Minutos depois, Giovanna França, de 17 anos, disse que a prova estava tranquila perto do que esperava. “Achava que as redações fossem dissertações mais elaboradas e eram textos mais opinativos, mas não mais difíceis”, afirmou, acrescentando que ficou surpresa com os temas, totalmente diferentes do esperado. Segundo ela, as questões de múltipla escolha estavam voltadas para sustentabilidade, preservação da natureza e havia bastante interpretação.

Anne Ramos, de 18 anos, também foi surpreendida com os formatos das redações. Ela esperava ter de fazer textos mais “pesados” no formato dissertativo. “Eram fáceis e não eram longas. A prova de exatas foi mais complicada”, disse.

Natalie Calderini, 17 anos, esperava uma narração, uma dissertação e uma carta, mas apesar da surpresa achou que foi tranqüilo e que a prova estava mais voltada para a interdisciplinaridade. 

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