Unesp adota software para evitar plágios

Programa utilizado em Harvard identifica trechos iguais ou similares a textos de pesquisas antigas

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A Universidade Estadual Paulista (Unesp) adotou um software para prevenir plágios em trabalhos e pesquisas acadêmicas. O programa será utilizado por todos os docentes de todos os câmpus da instituição – especialmente da pós-graduação. Para detectar possíveis trechos idênticos aos textos de pesquisas antigas, o software Turnitin, desenvolvido por uma empresa norte-americana, conta com um imenso banco de dados.

Segundo a universidade, são milhões de informações, entre teses, livros, dissertações, revistas científicas, sites e também artigos de diversos gêneros – a maioria em inglês. O software é usado em mais de 2,5 mil universidades de todo o mundo - entre elas, a Universidade Harvard e a Universidade da Califórnia.

No início do mês, foi oferecido aos professores de todas as unidades um treinamento para utilizar o programa, que não precisa ser instalado no computador: ele está disponível online e é acessível com os caracteres de usuário e senha que a própria Unesp vai oferecer, por meio de seus bibliotecários.

Segundo o professor titular do Departamento de Física da Unesp de Bauru Carlos Roberto Grandini, que participou do treinamento, o docente vai colocar o trabalho do aluno no sistema de busca, que vai se encarregar de buscar trechos semelhantes a outras publicações. "Se um trecho selecionado ficar vermelho, por exemplo, significa que ele tem um grau de 80% ou mais de equivalência a um texto previamente publicado", diz Grandini, que também é presidente da Comissão Permanente de Avaliação da Unesp (CPA).

"As cores variam de acordo com o nível de igualdade dos textos que estão sendo comparados." A partir dessas informações, o professor da graduação ou da pós-graduação vai decidir se o caso pode ser entendido ou não como plágio – a ideia é prezar pela ética e originalidade dos trabalhos desenvolvidos na Unesp. Grandini já passou por algumas situações, como docente, em que detectou semelhanças entre os trabalhos dos seus alunos e a bibliografia do tema. "O software não é 100% eficiente, porque dependemos das consultas e da abrangência do material cadastrado no banco de dados", afirma. "Mas na internet a gente encontra de tudo hoje. Precisamos ter o mínimo de defesa." De acordo com ele, a Unesp pretende abastecer o sistema do software com mais dados – com material de literatura científica em língua portuguesa.

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