UnB pesquisa uso de produtos regionais na alimentação escolar

Estudo quer valorizar a produção local e verificar o cumprimento da lei que determina a utilização da agricultura familiar

Agência Brasil |

Brasília - Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) vão analisar o uso de produtos regionais na alimentação escolar. O objetivo da pesquisa é valorizar o uso produção local e diagnosticar como os municípios estão cumprindo a Lei nº 11.947/2009, que determina a utilização de, pelo menos, 30% dos recursos da alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar.

A pesquisa vai fazer o levantamento sobre a alimentação em oito localidades do Centro-Oeste, sendo seis municípios em Mato Grosso do Sul e um em Goiás, além do Distrito Federal. Segundo a pesquisadora Denise Camargo, o estudo de campo analisará produtos e receitas regionais, com o objetivo de mapear o potencial nutritivo desses alimentos.

“Vamos apresentar os desafios que os produtos regionais podem apresentar ao serem aplicados na oferta do cardápio escolar. O fundamental dessa pesquisa é mostrar o valor dos produtos regionais para a cultura local”, disse.

Os pesquisadores vão identificar o que faz parte do cardápio da culinária local e da alimentação oferecida pelas escolas públicas das cidades selecionadas. A partir disso, vão avaliar se as escolas estão cumprindo a meta de 30% estipulada pela Lei da Alimentação Escolar.

O estudo de campo vai priorizar as escolas que funcionam em áreas isoladas como assentamentos rurais e áreas indígenas e quilombolas. “As escolas desses locais são as mais precárias em infraestrutura”, ressaltou Denise.

Na próxima terça-feira (16) os pesquisadores partem para Mato Grosso do Sul, onde vão fazer o levantamento inicial dos dados. A pesquisa será feita nos municípios de Aquidauana, Nioque, Jaraguari, Corguinho, Anastácio e Campo Grande. A volta dos pesquisadores está marcada para o dia 12 de dezembro.

A pesquisa da UnB, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), terá duração de um ano. Participam do estudo oito pesquisadores, entre eles três nutricionistas e dois antropólogos.

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