Um quarto dos alunos é reprovado em exame do exército nos EUA

Taxa de reprovação em exame admissional é maior entre negros e hispânicos

AFP |

Dos quase 350 mil jovens estudantes secundaristas diplomados que dispunham das capacidades físicas requisitadas e que procuraram o exército entre 2004 e 2009, 23% foram reprovados nos exames admissionais, segundo o relatório que a AFP tomou conhecimento nesta quarta-feira, 22. A bateria de provas impostas pelo Pentágono abrange nove disciplinas diferentes, entre elas ciências, cálculo, vocabulário, compreensão de textos e ainda conhecimentos básicos em mecânica e eletrônica.

"Assim como elas fracassam ao preparar inúmeros jovens para as universidades ou para um cargo público, as escolas secundárias não conseguem prepará-los, particularmente os jovens afro-americanos, para uma carreira militar", lamentou o relatório. A proporção de jovens que não passam nos testes é ainda maior nas minorias: se 16% de jovens brancos são reprovados, a taxa sobe para 29% para os hispânicos e 39% para os negros americanos.

Quando o candidato passa no exame, a nota obtida também é importante, já que ela determina qual posto o recruta poderá ocupar e quais serão suas perspectivas de carreira no exército. Para que o exército pague as mensalidades da universidade em troca do alistamento, por exemplo, uma pontuação mínima é exigida. Cerca de 68% dos brancos obtêm uma nota suficiente para isto, contra 49% dos hispânicos e 40% dos negros americanos. Para os professores de ensino médio, esses resultados "derrubam o mito de que os estudantes que não têm bom desempenho escolar terão uma segunda chance de ser bem-sucedido no exército", segundo Kati Haycock, presidente do Education Trust.

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