Ulbra tem ingresso de novos alunos suspenso em cursos a distância

Universidade é uma das maiores do Rio Grande do Sul e tem mais de 85 mil estudantes na modalidade

iG São Paulo |

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu nesta terça-feira processos seletivos, transferências e a entrada de novos estudantes em cursos de graduação e pós a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Com sede em Canoas (RS), a Ulbra tem mais de 85 mil alunos matriculados em cursos nesta modalidade e enfrenta uma crise financeira e diversos processos administrativos internos e no ministério. 

A decisão do MEC foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União e é uma resposta às irregularidades apresentadas pela universidade. Foi instaurado mais um processo administrativo contra a universidade para verificar a oferta de educação a distância em locais irregulares, a ausência de pedido de recredenciamento para a oferta de educação na modalidade a distância e a realização de parceria irregular. Também foi aberto um procedimento de supervisão específico para o descredenciamento de 193 polos de apoio.

Na última segunda-feira, mais uma denúncia de irregularidade na universidade foi revelada. Um ex-funcionário afirmou que estudantes recebiam notas por provas dissertativas que não eram corrigidas pelos responsáveis. A reitoria respondeu, por meio de nota, que instaurou processo administrativo e prometeu "colaborar com todos os meios necessários para esclarecer os fatos junto ao inquérito da Polícia Federal (PF)", que vai apurar se houve irregularidades e, se for o caso, qual a extensão que tiveram.

Em maio, foram identificados cerca de 100 alunos em Água Branca (AL) que se inscreveram e foram selecionados para receber uma bolsa do Prouni em cursos a distância da Ulbra. Mas o polo de atendimento onde é feito o acompanhamento presencial dos estudantes, requisito para o funcionamento de um curso a distância, não existia.

O ex-reitor da Ulbra Ruben Becker é acusado por desvios milionários na instituição e foi indiciado pela Polícia Federal por falsidade ideológica e fraude em processo de execução fiscal da União.

*Com informações da Agência Estado

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