Tempo foi o maior adversário no último dia de provas

Segundo professores do Cursinho da Poli, o grande obstáculo do último dia da 2ª fase da Unicamp foi o prazo para fazer as questões

Lucien Adedo, especial para o iG |

Depois de Unesp e Fuvest, chegou ao fim o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), encerrando-se, assim, os grandes processos seletivos do Estado de São Paulo. Apesar do alívio em finalmente poder curtir as férias, os estudantes concluíram a segunda fase da Unicamp reclamando da dificuldade, principalmente, das provas de Física e Química.

Na avaliação dos professores do Cursinho da Poli, o exame não foi difícil, mas longo. Segundo eles, o grande problema era o curto tempo para resolver todas as questões. “Os alunos tinham que resolver 24 perguntas em quatro horas, isso significa dizer que são 10 minutos por questão dissertativa, algo a ser criticado”, explica o professor de física José Roberto Braz Paião.

Bassam Ferdinian, da mesma disciplina, concorda. Para ele, a prova não pode ser considerada difícil já que é para o pública que chegou a segunda fase. “O problema é, realmente, o tempo”, diz.

Em relação ao conteúdo, ambos afirmam que, embora de mesmo nível, o exame desse ano foi muito mais rico e bem elaborado do que o do ano passado. “Essa prova foi uma das mais contextualizada dos últimos anos. Estava linda”, elogia Ferdinian.

Outra disciplina que complicou a vida dos candidatos foi química. Para o professor Hamilton Bigatão, o estudante precisava ter uma boa estratégia para driblar a questão do tempo: “No geral, o aluno não consegue resolver todas as questões. Por isso era preciso ter uma boa estratégia, resolver questões nas quais ele detinha um maior domínio, pois 24 questões, com itens a e b é muito complicado mesmo”, avalia.

Quanto à dificuldade das questões de química, ele faz uma comparação com o vestibular do ano passado. “No formato antigo, sempre havia 2 ou 3 questões mais fáceis. Nesse novo não, todas são complicadas.”

Segundo os alunos, a exceção foi a prova de biologia, que estava "mais tranquila". Mas para o professor Edson Aihara, isso não significa que ela estava fácil.  “A prova foi bem abrangente. Apesar de pedirem conceitos básicos, as perguntas eram profundas e inteligentes. Acredito que o nível foi adequado. Não era absurdamente difícil e nem ridiculamente fácil, o que, em ambos os casos, não selecionaria ninguém.” 

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