Sudeste lidera em premiação na Olimpíada de Matemática

BRASÍLIA - O Ministério da Educação e o Ministério de Ciência e Tecnologia divulgaram nesta terça-feira os resultados da 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas. O Sudeste concentrou o maior número de medalhistas de ouro com 194 premiados entre os 300 participantes da região. Entre os 900 medalhistas de prata, 556 são de Minas Gerais, São Paulo ou Rio de Janeiro.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |

Após Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, o estado do Ceará foi o quarto estado com maior número de medalhistas de ouro, incluindo o garoto Ricardo Oliveira da Silva, de Várzea Alegre. Ele é portador de deficiência física e venceu a competição pela terceira vez.

O número de tricampeões também foi destacado no evento desta manhã. Entre aqueles que tiveram as maiores médias, destacaram-se 34 que venceram a competição pela terceira vez. Na edição anterior, foram oito tricampeões. 

Ao todo, foram 18 milhões de inscrições de 98,7% dos municípios brasileiros. Cerca de 800 mil alunos foram classificados, sendo a maioria do estado de São Paulo.

O ministro da Educação, Fernando Hadadd, comemorou ainda o desempenho de alunos da rede federal de ensino médio na competição. Segundo ele, 74 dos 100 primeiros colocados são provenientes da rede, composta por escolas militares e técnicas, por exemplo. "Isso revela que nós temos um modelo de ensino médio que pode funcionar muito bem. Daí a decisão de expandir a rede federal e estabelecer a ponte de cooperação com os governos estaduais para mudar a cara do nosso ensino médio", destacou.

O ministro também ressaltou a coincidência entre os resultados da Prova Brasil e o da olimpíada. Segundo Haddad, 70% dos medalhistas tiveram desempenho acima da média na Prova Brasil, direcionada para alunos do ensino fundamental. A importância da olimpíada é que estes alunos recebem a atenção necessária que abrem avenidas para estes talentos, completou.

O ministro se referiu às Bolsas de Iniciação Científica Júnior, no valor de R$ 100, oferecidas por um ano pelo CNPq, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mais importante que a bolsa é o fato de estes alunos serem acompanhados por professores universitários para que desenvolvam estes talentos, acrescentou o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

Orçamento

Segundo Rezende, o projeto evidencia a decisão do governo federal de manter os investimentos nas bolsas, apesar do corte no Orçamento geral para o ministério em 2009. Alguns programas de caráter setorial terão lançamento de editais adiados, mas nenhum programa de bolsa será afetado pelo corte feito pelo Congresso Nacional, afirmou o ministro.

O ministério terá um orçamento de R$ 5 bilhões para 2009. Esperava-se o repasse de R$ 6 bilhões. A previsão é de que entre R$ 800 milhões a 900 milhões sejam recompostos ao longo do ano.

A Olimpíada custou R$ 30 milhões repartidos meio a meio entre o Ministério da Educação e o de Ciência e Tecnologia. E o presidente Lula afirmou em reunião ministerial que não aceita cortar um centavo da educação, com projetos como o da olimpíada, reforçou Rezende.

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