Sono e saudade marcam volta às aulas

No Colégio Rio Branco, estudantes reencontram amigos e sofrem para se acostumar a acordar cedo

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Estudantes da rede estadual e das escolas particulares de São Paulo voltaram às aulas nesta segunda-feira, 1º de agosto. Na rede municipal, as atividades começaram já na semana passada (25). No Colégio Rio Branco, em Higienópolis, região central da capital paulista, os alunos estavam sonolentos e felizes por reencontrar os amigos.

Laura e Alana, de 14 anos, se receberam com um abraço apertado na entrada. “A gente não se viu nas férias”, diz Laura. Para Alana as férias estavam tão boas que poderiam ter durado um pouco mais.

As amigas Julia e Stephanie, de 17 anos, também mataram as saudades na porta da escola. Stephanie reclamou da dificuldade de voltar à rotina: “Dormi só quatro horas essa noite. Entrei em desespero, porque não conseguia pegar no sono”.

Fabio Rodrigues, de 49 anos, conta que os filhos tiveram comportamentos diferentes. O mais novo, de 10 anos, pulou da cama às 5h, ansioso para ir à escola. O mais velho, de 14 anos, deu trabalho: “Foi difícil fazer ele levantar da cama”.

Tatiana Cunha, 32 anos, conta que no primeiro dia de aula é fácil acordar Maria Eduarda, 9 anos. “Eu estava com saudade da escola”, diz a estudante. Carolina Memran, 40 anos, mãe de dois alunos de 12 e 10 anos, concorda que no primeiro dia não precisa fazer esforço para os filhos levantarem. “Depois é que fica complicado.”

Para Edson Oliveira, de 52 anos, foi fácil acordar o filho de 7 anos. “Ele estava ansioso, com saudade dos amiguinhos, queria voltar logo”, conta.

Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo iniciou nesta segunda-feira a operação Volta às Aulas , nas proximidades de 131 escolas públicas e particulares. Com o objetivo de desenvolver ações educativas e operacionais, 263 operadores de trânsito da CET vão orientar, ordenar e fiscalizar o trânsito em locais, próximos a escolas, onde o tráfego é intenso.

Na Avenida Higienópolis, onde ficam o Colégio Rio Branco e Sion (um em frente ao outro), Roberto Cordeiro, de 38 anos, coordena a travessia de pedestres, em um ponto onde não há semáforo. “O fluxo de carros é muito intenso. As pessoas deveriam vir mais a pé”, opina o funcionário do Rio Branco, que foi treinado pela CET. No Sion, os pais podem entrar dentro colégio para deixar os filhos, mas enfrentam uma fila ao sair.

Às 7h20 o sinal do Colégio Rio Branco toca e em menos de 10 minutos, o trânsito na avenida acaba. Ao meio-dia, na saída da turma da manhã e entrada dos estudantes da tarde, o trânsito fica ainda mais intenso.

    Leia tudo sobre: escola particularvolta às aulas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG