SÃO PAULO ¿ O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o Ministério da Educação irá corrigir os indicadores divulgados nesta sexta-feira pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), caso haja algum erro referente aos dados da cidade de São Paulo. As informações são do site de Gilberto Dimenstein.

Além disso, segundo o site, o ministro afirmou, com exclusividade à rádio CBN, que irá processar que levantar a idéia de que os dados foram distorcidos por conta de uma suposta manipulação eleitoral, visto que, o governo federal é regido pelo PT e a administração é do DEM/PSDB, oposição do primeiro.

O site de Dimenstein informa ainda que  foram computados como reprovados os alunos transferidos, que deixaram de freqüentar a escola ou morreram, o que ampliou a base de cálculo, diminuindo as taxas de aprovação (de 92,5% para 88,2%, de primeira a quarta série, e de 89,2% para 84%, de quinta a oitava).

A mesma distorção teria derrubado de 4,3 para 4,1 o Ideb da quarta série e de 4,4 para 4,1 o da oitava, levando à conclusão equivocada de que São Paulo não teria evoluído no indicador desde 2005.

Segundo o site de Dimenstein não é novidade. Não é a primeira vez que o MEC comete erro dessa natureza em relação a São Paulo. Em 2006, outro ano eleitoral, a nota média dos alunos colocava a cidade em 20º lugar entre as capitais em matemática e em 21º em português. Quando a correção foi feita, em abril de 2007, São Paulo saltou para o 12º lugar.

A secretaria mandou um comunicado no final desta tarde reinterando que o índice de aprovação dos alunos do ensino fundamental de São Paulo está errado.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, comprometeu-se a refazer o levantamento e garantiu que o MEC irá corrigir os resultados.

A secretaria anunciou ainda que só irá se manifestar sobre os resultados depois que eles forem corrigidos.

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