Sindicato promete ação radical na reitoria da USP

Negociação entre universidade e grevistas termina sem acordo. Sindicato promete manifestação na segunda-feira

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Mesmo após quatro reuniões nesta semana entre sindicato e representantes da reitoria, a paralisação dos funcionários da Universidade de São Paulo (USP) continua por tempo indeterminado. Grevistas prometem radicalizar a partir da próxima segunda-feira.

Segundo o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Magno Carvalho Costa, as negociações diretas com a reitoria da universidade não geraram nenhum acordo. “Eles querem tratar da pauta específica da USP, falam que só pagarão o valor descontado do ponto dos trabalhadores parados se a gente suspender a greve, mas nosso objetivo é a isonomia, não vamos suspender a greve sem negociar o aumento igual ao que os professores receberam no começo do ano.”

Os professores da USP, Unesp e Unicamp receberam aumento de 6% nos salários em fevereiro deste ano e o provento dos demais funcionários das três universidades não acompanharam. A decisão sobre o aumento é tomada pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), o qual não atendeu pedido de negociação feito pelos grevistas.

Em comunicado, a reitoria diz que propôs aos grevistas na tarde desta quarta-feira solicitar o agendamento de reunião com o Cruesp. Os grevistas, entretanto, dizem que este pedido já foi feito há cerca de um mês, mas não houve retorno. “Eles querem que a gente pare a greve para depois entregar a carta pedindo a reunião. Nós não fazer isso, só vamos parar a greve depois de negociar”, diz Costa.

A reitoria diz ainda que ofereceu o pagamento aos servidores dos valores referentes à parcela do desconto do período da greve, que seria pago em folha avulsa, no dia 10 de junho. Segundo Costa, o reembolso do desconto aconteceria somente se a greve fosse encerrada. “Não é esse o nosso objetivo. Queremos a isonomia, não só o reembolso do desconto”.

O diretor do sindicato promete para segunda-feira uma "assembléia grande e uma manifestação mais radical". Em 2009, professores e funcionários da universidade fizeram greve por aumento salarial, que terminou com invasão da reitoria e a ação da Polícia Militar para a reintegração de posse.

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