Sindicato e Secretaria de Ensino divergem quanto a números da greve em São Paulo

SÃO PAULO ¿ A greve dos professores da rede estadual de São Paulo avança pelo segundo dia e o número de adeptos gera polêmica. Enquanto o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) informa que 55% dos funcionários da rede estão paralisados, a Secretaria de Ensino diz que apenas 1% não compareceu ao trabalho nestes dois dias de paralisação.

iG São Paulo |


O sindicato baseia-se em relatórios enviados por suas subsedes em todo o Estado para emitir seus boletins e diz que os números não são totais, já que nem todas as regionais enviaram as informações até a noite desta terça-feira.

Bilhete entrege por professores aos pais avisando da adesão
à greve na Escola Estadual Marina Cintra, em São Paulo


A Secretaria de Ensino tem como base relatório do departamento de recursos humanos e informações de suas secretarias regionais para calcular o número de funcionários faltosos e escolas que estariam paralisadas.

De acordo com a Apeoesp, na capital, a adesão seria de 43%. Na segunda-feira quatro escolas teriam entrado na paralisação e nesta terça outras oito escolas da rede estadual, localizadas na zona leste de São Paulo, também teriam entrado em greve. 

A Secretaria de Ensino afirma que nenhuma escola estaria completamente paralisada. Com estes números, ela considera que a manifestação não pode ser considerada uma greve, por isso, avisa que os professores que não comparecerem ao trabalho terão estes dias descontados de seus pagamentos.

Nenhum dos dois órgãos divulgou uma relação com números exatos de funcionários participantes na manifestação que pudessem ser confrontados.

Reivindicações

Os professores da rede estadual estão reivindicando, entre outros pontos, um aumento salarial de 34,3% e a incorporação das gratificações ao salário base, criação de um plano de carreira e modificação no processo de contratação de professores eventuais.

Uma assembléia programada para a sexta-feira decidirá se os professores continuarão em greve ou não.

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