Senado quer ouvir UnB sobre 'perseguição ideológica'

Segundo reportagem de revista, acadêmicos e juristas foram vaiados na universidade por serem contra o sistema de cotas raciais

AE |

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira requerimento do líder do DEM, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), convidando para depor o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo Sousa, o sociólogo Demétrio Magnoli, a procuradora de Justiça do Distrito Federal, Roberta Kaufmann, e professores da universidade para falar sobre o que ele chama de "perseguição ideológica" contra profissionais.

Demóstenes respalda sua iniciativa em reportagem da revista Veja que mostra o "cerco" da direção e de professores da esquerda contra colegas de posição política diferente e "em que a doutrinação substituiu as atividades acadêmicas essenciais". A revista ouviu acadêmicos e juristas que foram vaiados na UnB por não apoiarem o sistema de cotas raciais na distribuição de vagas da universidade.

No início da tarde, em discurso na tribuna, o senador tachou de "preocupante" o fato de a universidade adotar uma posição ideológica". Segundo ele, a UnB vive o processo típico de uma instituição que se tornou "um aparelho em prol de uma causa". "Não pode haver causa numa universidade, a não ser a do desenvolvimento intelectual, da pesquisa, da valorização do bom professor e aluno", alegou o senador.

O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apoiou a votação do requerimento hoje, dia em que foi apresentado, e não na próxima reunião, como ocorre quando não há acordo entre governo e oposição.

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